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Flávio recebe apoio da União-Progressistas e promete mudanças via PECs: 'País vai voltar ao normal'
Senador discute alterações em áreas como tributação e Judiciário; nega ameaças à democracia.
Flávio Bolsonaro recebeu o apoio da Federação União-Progressistas e afirmou que eventuais mudanças em áreas como Justiça, sistema tributário e política ocorrerão por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs). A assessoria do candidato rebateu críticas de que o senador ameaça a democracia e prometeu respeito à Constituição.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou sua base de apoio para o segundo turno ao receber a adesão da Federação União-Progressistas. Durante o anúncio, o candidato afirmou que pretende discutir mudanças em temas como segurança pública, sistema tributário, reforma política e Judiciário por meio de PECs.
Entre as propostas mencionadas por Flávio Bolsonaro estão a redução da maioridade penal, o fim da reeleição e alterações nas regras de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, as mudanças seriam debatidas dentro dos mecanismos previstos pela Constituição.
Ao comentar críticas feitas à sua candidatura, o senador afirmou que "há tentativas de disseminar informações falsas" sobre suas intenções caso seja eleito. O presidenciável declarou que respeitará a Constituição e negou qualquer ameaça às instituições democráticas.
Na mesma fala, o candidato também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem atribuiu supostas ameaças à democracia e à liberdade de imprensa, afirmando que seu eventual governo teria como prioridades a estabilidade, a segurança jurídica e o respeito às normas constitucionais. Isso contrasta, entretanto, com a forma como seu pai e ele costumam tratar veículos de comunicação que não sejam simpáticos ao bolsonarismo e tentou justificar sua fala sobre "redemocratizar" o país.
"Essa democracia que eu estou falando que está abalada hoje. Comigo não vai ter isso, vai ter estabilidade, vai ter paz pra todo mundo trabalhar, vai ter segurança jurídica, vai ter respeito à Constituição, vai ser o normal. O Brasil tem que voltar ao normal, apenas isso", destacou.
Flávio agradeceu o apoio recebido pela federação e lembrou que a disputa eleitoral representa, em sua avaliação, dois projetos distintos para o país, defendendo que sua candidatura representa um caminho de prosperidade.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que foi ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, destacou que o apoio da federação reflete a força política do grupo após as eleições legislativas e que a mobilização da federação continuará nos estados até a votação do segundo turno.
Durante o evento, Flávio também voltou a criticar a reforma tributária aprovada pelo governo e desafiou Lula a divulgar a futura alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Embora tenha defendido a simplificação do sistema tributário, o candidato afirmou ser contrário a um aumento da carga de impostos e disse que pretende promover mudanças para reduzir tributos e encargos sobre os trabalhadores.
Ao lado dos integrantes da federação, Flávio Bolsonaro aproveitou a ocasião para lançar um desafio para que o presidente Lula anuncie o valor do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), proposta na reforma tributária aprovada pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT).
"Sou a favor da modernização do nosso sistema tributário, que é muito confuso de verdade. Tem que ser simplificado, desburocratizado. Mas o ponto principal que a gente tem que discutir é o valor do IVA, de 28%. Aliás, ninguém sabe até agora qual é o valor do IVA oficial porque se o governo anunciar, ele perde o voto com isso", declarou.
Por Sputnik Brasil
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