Geral
Dólar cai mais de 4% com avanço da extrema direita e aposta em responsabilidade fiscal
Mercado responde a evolução eleitoral e expectativas econômicas.
O dólar abriu em queda de 4,61%, com mínima intradiária a R$ 4,9760 no mercado à vista até o momento, seguindo com máxima a R$ 4,9990 (-4,17%).
O analista Rafael Passos, sócio da Ajax Asset, atribui o forte recuo da moeda norte-americana ante o real ao avanço da extrema direita no Congresso e à liderança do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno em relação ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contrariando as últimas pesquisas.
Para Passos, a continuidade da reprecificação dependerá da evolução eleitoral, das próximas pesquisas e das propostas econômicas no 2º turno. "A liderança de Flávio por margem de 2,2 milhões de votos reforça a expectativa de vitória no segundo turno e a leitura de menor risco de continuidade de políticas vistas pelo mercado como menos favoráveis à responsabilidade fiscal."
No exterior, segundo Passos, o payroll fraco dos EUA, com 29 mil vagas criadas e desemprego em 4,2%, reduz a pressão por nova alta do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, em outubro. No entanto, o dólar avança ante uma cesta de moedas fortes (DXY), operando perto de um pico de quase 18 meses atingido durante a madrugada desta segunda-feira, sustentado por expectativas de elevação dos juros nos EUA, preocupações fiscais na França e incertezas políticas na Espanha.
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