Geral
Polícia do Reino Unido não encontra explosivos em vans perto de base americana
Investigação prossegue após soltura de suspeitos
A polícia antiterrorismo do Reino Unido afirmou nesta terça-feira, 29, que não encontrou explosivos em três vans ligadas a cinco suspeitos nas proximidades da RAF Fairford, uma base aérea britânica usada por forças dos Estados Unidos. A decisão de soltar os investigados sob fiança, tomada durante a apuração de um possível plano de atentado, aumentou dúvidas e incertezas sobre o episódio.
Segundo a polícia, a libertação foi uma decisão "de investigação", baseada em "experiência e estratégia". O chefe do contraterrorismo britânico, Laurence Taylor, disse que os suspeitos - todos britânicos na faixa dos 20 anos - estão sujeitos a condições rígidas e "continuam absolutamente sob investigação". Ele afirmou que parte da preocupação pública está sendo "amplificada por comentários internacionais" sobre o caso.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter ficado surpreso com a soltura dos suspeitos um dia após a prisão e afirmou: "Eu não teria feito isso".
A RAF Fairford é usada por bombardeiros americanos há décadas em operações no Oriente Médio, incluindo a guerra com o Irã neste ano. Investigadores afirmam apurar "múltiplas linhas de investigação", inclusive possível ligação com o Irã - que negou qualquer envolvimento. Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o caso "claramente envolve as mãos de um ator estrangeiro", sem identificar um país.
A polícia manteve um cordão de isolamento em torno das três vans enquanto agentes armados e equipes antiterrorismo seguiam examinando a área. Uma agricultora local disse ter acionado a polícia após ver veículos bloqueando uma estrada perto da base na madrugada de domingo. Ela relatou ter visto um grupo de homens, alguns com o rosto coberto, que teria fugido ao perceber seu carro.
Especialistas do Exército já haviam usado um robô para inspecionar os veículos. Taylor disse que foi encontrada "uma quantidade de gasolina" nas vans, mas não explosivos.
As autoridades ainda não concluíram se houve patrocínio estatal nem qual teria sido a motivação. Taylor afirmou que a investigação inclui a hipótese de crimes cometidos por "proxies" ou indivíduos, conscientemente ou não, atuando em nome de um Estado estrangeiro. Além do Irã, a polícia também considera possíveis conexões com a Rússia ou com grupos militantes não estatais.
O ministro da Defesa, Wes Streeting, disse que o Reino Unido "não deve se intimidar" com ameaças do Irã e afirmou que o regime iraniano "deseja causar dano" ao país e a seus aliados. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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