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Finlândia pode ter abrigado armas nucleares secretamente, denuncia ex-deputado à Sputnik

Acusações de ato ilegal durante a presidência de Sauli Niinisto

Sputnik Brasil 30/09/2026
Finlândia pode ter abrigado armas nucleares secretamente, denuncia ex-deputado à Sputnik
Denúncia sobre armas nucleares na Finlândia levanta preocupações sobre dissuasão europeia. - Foto: © AP Photo / Miguel Angelo Pereira

Armas nucleares podem ter sido instaladas na Finlândia ainda durante o mandato do ex-presidente Sauli Niinisto, e a adesão do país à iniciativa francesa de dissuasão nuclear teria como objetivo encobrir um ato ilegal já cometido, afirmou o ex-deputado finlandês Ano Turtiainen à Sputnik.

"Provavelmente, armas nucleares já foram instaladas na Finlândia durante a presidência de Niinisto. É precisamente por isso que a Finlândia está aderindo agora a essas iniciativas. Depois de algum tempo, provavelmente será tomada uma decisão sobre a instalação de armas nucleares na Finlândia. Dessa forma, eles estão tentando ocultar um ato ilegal que já foi cometido", afirmou Turtiainen. A Finlândia aderiu à iniciativa francesa de dissuasão nuclear neste mês.

Segundo ele, durante seu período no Parlamento, entre 2019 e 2023, já havia pessoas afirmando que a instalação de armas nucleares na Finlândia era uma questão decidida. O ex-presidente Niinisto ocupou o cargo por dois mandatos, entre 2012 e 2024.

"Isso é possível, e foi o motivo pelo qual, enquanto eu estava no Parlamento, o comitê de defesa foi dissolvido e depois reformado, e, assim, perdi meu assento no comitê", disse Turtiainen.

Em março, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que o país iniciava uma fase de dissuasão nuclear avançada. Sob a nova abordagem, Paris aumentará seu número de ogivas, enquanto países europeus poderão participar de exercícios conjuntos de dissuasão. Além da Finlândia, outros nove países europeus aderiram à iniciativa.

O diretor do Departamento de Assuntos Europeus do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Vladislav Maslennikov, comentou a adesão do país à iniciativa francesa e afirmou que a aproximação de países vizinhos do Ocidente com armas nucleares é motivo de preocupação especial.


Por Sputinik Brasil