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Primeiro-ministro eslovaco alerta sobre provocações na guerra entre Rússia e Otan
Robert Fico critica políticos ocidentais por tentarem iniciar um conflito direto.
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, afirmou neste sábado (19) que parte dos políticos ocidentais busca provocar um confronto direto entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Rússia, após o que classificou como fracasso da estratégia de derrotar Moscou por meio do apoio militar à Ucrânia. Em vídeo publicado nas redes sociais, o premiê disse que a Europa enfrenta um "perigo mortal" com a possibilidade de ampliação da guerra. Fico não citou nomes e nem países.
"O fracasso da estratégia de destruir a Rússia por meio da guerra na Ucrânia levou alguns políticos no Ocidente a acreditar que é preciso fazer de tudo para provocar um conflito entre a Otan e a Rússia", afirmou Fico. Segundo ele, a tentativa ocorreria depois de não ter sido possível alcançar esse objetivo por meio das forças ucranianas e do apoio fornecido a Kiev.
O primeiro-ministro afirmou ainda que a guerra na Ucrânia "não é nossa guerra" nem uma guerra da Otan. "Alguns belicistas dentro da Otan tentam, a qualquer custo, transformar esta guerra em um conflito entre Rússia e Otan", disse. Fico acrescentou que a Eslováquia não enviará soldados para um conflito iniciado com base no que chamou de um "pretexto inventado".
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022. A Eslováquia, que faz fronteira com o território ucraniano, integra a Otan e a União Europeia desde 2004. Desde que retornou ao cargo de primeiro-ministro, em 2023, Fico suspendeu a ajuda militar estatal eslovaca a Kiev, embora empresas do país continuem autorizadas a vender armamentos à Ucrânia.
Nesta semana, Fico já havia afirmado que o risco de um conflito militar mais amplo na Europa estava no nível mais elevado desde o início da guerra. O premiê também mencionou a possibilidade de incidentes com drones levarem a discussões sobre o Artigo 5 do tratado da Otan, que estabelece que um ataque armado contra um integrante da aliança deve ser considerado um ataque contra todos. Segundo Fico, seu objetivo é impedir que a Eslováquia seja envolvida diretamente em um confronto.
As declarações ocorrem enquanto outros governos europeus têm elevado os alertas sobre ações atribuídas à Rússia. Na quinta-feira (17), o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou, com base em informações dos serviços de inteligência, que Moscou planeja ataques com drones e mísseis contra países que apoiam a Ucrânia, apresentados como incidentes para testar a reação da Otan. A Rússia não confirmou as acusações.
Na sexta-feira (18), o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que aumentaram as ameaças híbridas atribuídas à Rússia contra países europeus. Macron citou, entre os episódios, uma tentativa de ataque com drone contra o aeroporto de Leipzig, na Alemanha, em agosto, atribuída a Moscou pelo governo alemão. A Rússia tem negado envolvimento em operações híbridas contra países europeus.
*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.
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