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Mídia: Haddad diz que disputa em SP é 'Davi contra Golias' e critica união de Centrão e bolsonarismo
Ex-ministro critica atual governador e aponta problemas na gestão pública.
Em recente sabatina, o ex-ministro da Fazenda acusou seu principal adversário pelo governo de São Paulo de "memorizar coisas que não correspondem com a realidade" e disse enfrentar uma coligação que une Centrão e bolsonarismo.
O ex-ministro da Fazenda do governo Lula 3, Fernando Haddad (PT), ampliou críticas ao atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao comparar a disputa no estado a uma "luta de Davi contra Golias", afirmando que o governador "memoriza coisas que não correspondem com a realidade".
Em uma recente sabatina conjunta, Haddad disse que tenta mostrar ao eleitor o aumento da fila do Sistema Único de Saúde (SUS), a queda da educação para 10º lugar e a deterioração das finanças estaduais.
O petista afirmou estar em desvantagem porque, diferentemente do cenário nacional, enfrenta em São Paulo uma coligação que une "Centrão e bolsonarismo" em torno de Tarcísio. Ele também elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo que ele é "um risco econômico, social e institucional para o país".
Haddad declarou não ver relação direta entre a existência de segundo turno e o desempenho de Lula, lembrando que tucanos já venceram no primeiro turno sem impedir vitórias do Partido dos Trabalhadores (PT) em eleições presidenciais. Disse ainda que o bloco conservador costuma dominar o estado, com raras exceções.
Na área econômica, rebateu críticas sobre sua gestão na Fazenda: "Não é verdade que não houve contenção de gastos", citando o pagamento de precatórios e o ajuste fiscal reconhecido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Afirmou ter aberto "a caixa preta dos benefícios fiscais" e disse que a renegociação da dívida dos estados permitiu investimentos de Tarcísio.
Sobre políticas sociais, defendeu o programa De Braços Abertos, afirmando que "dois terços dos beneficiários reduziram o consumo de crack" e acusou Tarcísio de confundir responsabilidades ao ignorar que o combate ao tráfico cabe ao governo estadual.
Haddad disse não ter problema em trabalhar com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e lembrou que, como ministro, liberou recursos para prefeitura e estado e criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro por perseguir João Doria, contrastando com sua própria postura institucional.
O petista iniciou a campanha ao lado de Lula e tem feito caminhadas em São Paulo, alegando ter estudado a gestão Tarcísio para mostrar que "as coisas não estão bem" e mira temas como Sabesp, concessões ferroviárias, segurança pública e educação digitalizada.
Por Sputnik Brasil
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