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Chefe da Liga Árabe acusa Netanyahu de tentar inviabilizar acordo sobre Gaza

Nabil Fahmy critica presença militar israelense e aponta responsabilidade em fracasso de mediação.

Sputnik Brasil 17/08/2026
Chefe da Liga Árabe acusa Netanyahu de tentar inviabilizar acordo sobre Gaza
Nabil Fahmy critica Netanyahu por obstruir acordo de paz em Gaza. - Foto: © AP Photo / Amr Nabil

O secretário-geral da Liga dos Estados Árabes (LEA), Nabil Fahmy, afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, busca manter a presença militar na Faixa de Gaza e é responsável por um possível fracasso dos esforços de mediação para resolver o conflito.

"Netanyahu busca claramente inviabilizar todos os esforços de mediação e sustentar o status quo na Faixa de Gaza, o que significa a continuidade das mortes diárias, a expansão da ocupação e o entrave aos esforços para enfrentar a situação humanitária catastrófica na qual mais de 2 milhões de palestinos vivem há três anos."

Fahmy acrescentou que o movimento Hamas concordou com as disposições sobre seu desarmamento, a retirada das forças israelenses, o envio de uma força internacional de estabilização e a transferência da autoridade administrativa para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), uma autoridade de transição tecnocrática recém-criada. Por sua vez, Israel recusou-se a cumprir seus compromissos, acrescentou o secretário-geral.

Fahmy saudou uma declaração de oito países muçulmanos que condenaram Israel por obstruir os esforços de paz e instou os Estados Unidos a exercerem pressão para garantir uma transição imediata para a segunda fase do acordo.

No início deste mês, Netanyahu afirmou que Israel não concordaria com uma nova retirada de tropas da Faixa de Gaza até que o Hamas fosse totalmente desarmado, descartando a possibilidade de estabelecer um Estado palestino.

Em 9 de outubro de 2025, Israel e o Hamas, com a mediação de Egito, Catar, EUA e Turquia, chegaram a um acordo para encerrar a guerra na Faixa de Gaza, o qual foi finalizado na cúpula de Sharm el-Sheikh, em 13 de outubro. O combinado previa um cessar-fogo, a libertação de reféns mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos, o aumento da ajuda humanitária e a retirada gradual das forças israelenses.