Geral

XP tem lucro líquido ajustado de R$ 1,38 bi no 2º trimestre, alta de 5% em 12 meses

Resultados refletem crescimento e evolução da companhia no mercado financeiro.

Estadao Conteudo 17/08/2026
XP tem lucro líquido ajustado de R$ 1,38 bi no 2º trimestre, alta de 5% em 12 meses
- Foto: Reprodução

A XP registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão, apresentando alta de 5% em doze meses e o mesmo porcentual em relação ao primeiro trimestre. A receita bruta alcançou R$ 5,056 bilhões, um aumento de 8% na comparação anual e de 3% quando comparada ao primeiro trimestre.

O EBT ajustado totalizou R$ 1,565 bilhão, o que representa um crescimento de 15% frente ao segundo trimestre do ano passado e de 10% em relação ao primeiro trimestre. Tanto o lucro líquido quanto o EBT foram recordes.

De acordo com o CEO da XP, Thiago Maffra, o resultado no trimestre reflete a evolução da companhia na construção de um ecossistema capaz de atender, de forma integrada, as diferentes necessidades financeiras de pessoas e empresas ao longo de suas jornadas.

O retorno sobre o patrimônio ajustado (ROAE) caiu para 22,5% no segundo trimestre, de 24,4% no mesmo intervalo do ano passado, mas apresentou aumento em relação ao primeiro trimestre, quando estava em 21,7%. Segundo Maffra, a queda reflete uma postura conservadora da XP em reter capital diante de um cenário desafiador.

"Excluindo esse excesso de capital, o ROAE está acima de 26% e 27%</strong%, dependendo de onde normaliza". Ele mencionou que o excesso de capital pode ser percebido no índice de Basileia, que está acima de 20%, mas a meta da XP é retornar ao patamar entre 16% e 19% ao longo do ano.

Maffra ainda destacou que o varejo manteve crescimento consistente, registrando R$ 20 bilhões em captação no segundo trimestre, com evolução na diversificação das receitas e ampliação da participação de novas linhas de negócio. A entrada líquida de recursos total no período foi de R$ 28 bilhões, o que equivale ao dobro do primeiro trimestre e o triplo do segundo trimestre do ano passado.

Os ativos totais de clientes (AuC, AuM e AuA) atingiram R$ 2,2 trilhões no segundo trimestre, apresentando uma alta de 17% na comparação anual.