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Alckmin: processo de reciprocidade com os EUA não é retaliação
Vice-presidente reforça que Brasil busca bom relacionamento com China e EUA
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 17, que a abertura do processo de reciprocidade em resposta ao tarifaço norte-americano sobre produtos brasileiros não representa uma retaliação ao governo dos Estados Unidos. "Não é retaliação, não há interesse em retaliar ninguém. Olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego", declarou Alckmin durante a conferência anual do Santander.
Ele salientou que o governo brasileiro não abandonou as negociações com os Estados Unidos e demonstrou confiança num acordo entre os países para a eliminação das sobretaxas comerciais. Pediu, porém, paciência, já que as negociações não devem ter um desfecho rápido.
"O Brasil não sai da mesa de negociação. Então, vamos ter um pouquinho de paciência que as coisas vão andar e andar bem", disse o vice-presidente. "Eu acredito que vai ter acordo do Brasil com os Estados Unidos", acrescentou.
Para Alckmin, o Brasil não tem que entrar em briga dos Estados Unidos com a China, buscando manter boas relações com os dois países.
A China, lembrou, é o principal destino das exportações brasileiras, enquanto os EUA são a origem dos maiores investimentos internacionais no Brasil.
"Ser amigo dos dois é o bom caminho", pontuou o vice-presidente da República.
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