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IGP-10 de agosto cai 0,51% em relação à queda de 1,13% em julho, revela FGV

Medianas das estimativas apontavam para uma leve alta; preços de energia influenciam queda.

Estadao Conteudo 17/08/2026
IGP-10 de agosto cai 0,51% em relação à queda de 1,13% em julho, revela FGV
IGP - Foto: Assessoria

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu 0,51% em agosto, após a queda de 1,13% em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 17. As estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast indicavam mediana de alta de 0,12% . O intervalo das projeções para esta leitura é de queda de 0,43% a alta de 0,32% .

No acumulado em 12 meses , a estimativa apontou alta de 2,69% , praticamente o mesmo percentual em relação a julho ( 2,68% ). O intervalo de estimativas é de 2,08% a 4,31% . Para 2026 , a mediana indica alta de 4,70% . As estimativas variaram de 4% a 5,45% .

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de agosto, os preços no atacados medidos pelo IPA-10 tiveram redução de 0,69% , antes de uma queda de 1,76% em julho. Os preços ao consumidor selecionados pelo IPC-10 registraram queda de 0,47% em agosto, após alta de 0,23% em julho. Já o INCC-10 , que mede os preços da construção civil, teve elevação de 0,65% em agosto, igual à taxa de julho.

O IGP-10 acumulou uma alta de 1,48% no ano. A taxa acumulada em 12 meses ficou positiva em 2% . Em agosto de 2025, o IGP-10 havia subido 0,16% e acumulava alta de 2,84% em 12 meses.

Energia

A queda de 0,51% do IGP-10 em agosto refletiu principalmente no recuo dos preços de energia, informou a FGV. No atacado, o principal impacto veio do grupo de derivadas de petróleo e biocombustíveis, que caiu 10% . Também influenciou o resultado a retração de 1,48% em produtos químicos.

“Embora menos intensa do que a observada no grupo anterior, essa retração (nos produtos químicos) ainda exerceu influência relevante sobre o resultado do índice”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Já nos preços ao consumidor, a principal contribuição para a desaceleração do indicador não decorreu de movimentos de mercado, como no IPA, mas de um mecanismo pontual: a aplicação do Bônus de Itaipu . O benefício, concedido às residências com consumo de até 350 kWh , contribuiu de forma significativa para a queda de 8% da energia elétrica residencial no IPC.

No INCC, por sua vez, a alta foi explicada por reajustes de mão de obra em todas as capitais, com Porto Alegre chegando a registrador 3,5% , segundo Dias.