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Crise entre EUA e Brasil cresce com possível retorno de sanções a Moraes, diz mídia britânica
Tensões se intensificam em meio a disputas sobre liberdade de imprensa e comércio.
A crise diplomática entre EUA e Brasil se aprofunda após Washington voltar a considerar sanções contra Alexandre de Moraes, reacendendo tensões que já afetam comércio, política e a campanha de Lula, em meio a acusações de interferência e disputas sobre liberdade de imprensa.
Segundo um jornal especializado de grande circulação no Reino Unido, Washington voltou a discutir possíveis sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, reacendendo uma crise diplomática que já vinha desgastando as relações entre EUA e Brasil.
Fontes citadas pela apuração afirmam que a Casa Branca considerou retomar medidas da Lei Magnitsky, anteriormente aplicadas ao magistrado por supostas violações de direitos humanos, antes de terem sido suspensas após contatos diretos entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a matéria, o novo foco sobre Moraes surgiu em meio a um caso envolvendo buscas policiais contra um jornalista e duas fontes, o que reacendeu debates sobre liberdade de imprensa no Brasil.
As autoridades norte-americanas teriam interpretado o episódio como parte de um padrão de abusos, enquanto o juiz sustentou que as informações divulgadas eram ilegais e colocavam em risco a segurança de um colega do Supremo e de sua família.
Moraes, considerado figura central e controversa para o debate político da direita brasileira, ganhou projeção internacional após confrontos públicos com o empresário Elon Musk e a suspensão temporária da plataforma X no país. Enquanto uns o veem como um protetor da democracia contra desinformação, críticos, incluindo aliados de Trump, o acusam de restringir liberdades civis.
Segundo as fontes consultadas pela mídia britânica, integrantes do governo norte-americano afirmam que Moraes teria "atacado apoiadores do presidente", incluindo simpatizantes do movimento MAGA no Brasil, o que alimentaria a pressão por novas sanções. A possibilidade de reimpor medidas Magnitsky — que congelam ativos e proíbem transações com entidades nos EUA — estaria "sob consideração", embora não haja clareza sobre prazos ou decisões.
A matéria lembra que a tensão bilateral se intensificou há mais de um ano, quando Trump impôs uma tarifa de 50% ao Brasil, condicionando-a ao arquivamento do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, hoje em regime domiciliar humanitário por complicações de saúde.
A tarifa foi anulada pela Suprema Corte dos EUA, mas uma trégua posterior se desfez com novas taxações norte-americanas e a recusa brasileira em receber enviados de Trump, por receio de interferência nas eleições de outubro — alegações rejeitadas por Washington.
Lula, em campanha para um quarto mandato não consecutivo, insinuou que os EUA poderiam favorecer seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, e trocou críticas públicas com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
No evento, Lula agradeceu aos trabalhadores que o acompanharam desde sua trajetória sindical e afirmou que continuará lutando "para que o direito prevaleça", em meio ao debate sobre o papel das instituições brasileiras diante de pressões externas.
Por Sputinik Brasil
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