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Guerra no Irã faz inflação britânica disparar e ameaça novo choque no custo de vida, diz mídia

Contas de energia em alta acentuam crise no Reino Unido.

Sputnik Brasil 16/08/2026
Guerra no Irã faz inflação britânica disparar e ameaça novo choque no custo de vida, diz mídia
A guerra no Irã pressiona a inflação e o custo de vida no Reino Unido. - Foto: © AP Photo / Kirsty Wigglesworth

Espera-se que o aumento vertiginoso das contas de energia impulsione a inflação, sinalizando uma nova crise iminente do custo de vida no Reino Unido, segundo um jornal britânico.

O jornal salienta que a guerra no Irã está pressionando as famílias britânicas com o aumento dos preços dos combustíveis.

"À medida que a guerra no Irã continua a causar repercussões nos mercados globais de energia, economistas preveem que o aumento nas contas de gás e eletricidade no Reino Unido no mês passado elevará a taxa de inflação geral do país para 2,9%", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, apesar dos avanços anteriores na contenção da inflação, a guerra no Irã reverteu a tendência, com o aumento do teto de preços de energia impulsionado em parte pelas tensões no Oriente Médio, fazendo com que a inflação voltasse a subir.

O banco central do Reino Unido alerta que, se a guerra no Irã se intensificar, a inflação no país poderá atingir 4,5% até meados de 2027, o que causaria um duro golpe às famílias e empresas britânicas.

Conforme acrescenta o artigo, a resiliência econômica do Reino Unido está sendo prejudicada pela guerra no Irã, pois a volatilidade dos mercados de energia e as interrupções nas rotas de abastecimento, como o impasse no estreito de Ormuz, mantêm os preços elevados.

O conflito está forçando o banco central do Reino Unido a considerar um aumento das taxas de juros antes do previsto, o que agravará a pressão financeira sobre as famílias britânicas, que já enfrentam dificuldades com o aumento das contas de energia decorrente da guerra, conclui a reportagem.

Anteriormente, uma mídia britânica informou que os salários reais em diversos países centrais da Europa começaram a contrair devido ao severo impacto energético da guerra contra o Irã.