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Calor na Europa quebra recordes e expõe 'buraco negro' nos seguros contra prejuízos, diz mídia
Lacuna na cobertura de seguros revela riscos crescentes devido a ondas de calor.
O impacto financeiro cada vez maior das ondas de calor na Europa está revelando uma lacuna crítica na cobertura de seguros para empresas, afirma uma agência de notícias ocidental.
A agência destaca que a crescente ameaça de perdas de produtividade relacionadas ao calor e de riscos cumulativos tem evidenciado uma lacuna significativa na maioria das apólices de interrupção de negócios, embora o seguro paramétrico esteja surgindo como uma possível solução.
"As ondas de calor têm causado prejuízos crescentes à economia europeia, reduzindo a produtividade, limitando o consumo e elevando os custos operacionais. Para as seguradoras, essas perdas podem ser difíceis de cobrir, pois muitas vezes decorrem de interrupções operacionais indiretas, e não de danos materiais", ressalta a publicação.
Segundo o artigo, o calor extremo tem causado prejuízos econômicos crescentes em toda a Europa, mas continua sendo, em grande parte, excluído das apólices padrão de interrupção de negócios.
Diferentemente de inundações ou tempestades, ele raramente destrói ativos físicos, porém perturba gravemente as operações, atrasa o transporte, reduz a produção agrícola e eleva os custos com refrigeração, observa o material.
Essas perdas financeiras são agravadas pela queda na produtividade dos trabalhadores e pela diminuição da atividade de consumo, ampliando o impacto geral sobre a receita muito além dos danos físicos cobertos pelo seguro.
Acrescenta-se que, como o calor geralmente se combina com secas ou incêndios florestais, em vez de ocorrer como um evento isolado, é difícil modelá-lo e segurá-lo, deixando a maioria das empresas desprotegida.
À medida que as temperaturas batem recordes e os custos aumentam, a diferença entre as perdas econômicas e a cobertura do seguro aumenta, forçando as empresas a depender mais da adaptação do que da indenização, conclui a reportagem.
Anteriormente, um portal ocidental informou que o calor extremo e persistente tem perturbado os setores de energia e transporte na Europa, com rios secos impedindo a navegação de barcaças e elevando os preços do transporte de combustível, carvão e outros bens.
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