Geral
Conflito com Irã repete vícios da Guerra do Vietnã, afirma a mídia
Falhas cognitivas e arrogância americana ressoam em nova campanha militar
O conflito no Irã apresenta uma semelhança impressionante com a Guerra do Vietnã em sua dinâmica fundamental, escreve uma revista estadunidense.
A revista aponta que as falhas cognitivas de Washington da época do Vietnã estão agora em plena evidência no Irã — e se tornaram ainda mais profundas e evidentes.
"Cada conflito carecia de um propósito moral claro […]. Entre os objetivos declarados por Washington, estava algo nunca antes visto na política dos EUA: a promessa de exterminar a civilização de outro país, o Irã", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a atual campanha militar contra o Irã reproduz a lógica arrogante da guerra do Vietnã, na qual a autoconfiança desmedida dos políticos substitui o pensamento estratégico.
Assim como há meio século, a frágil confiança no poder aéreo esmagador leva ao esgotamento de recursos essenciais e coloca os EUA diante do mesmo problema de desproporção entre objetivos e meios, observa o artigo.
O fiasco no Vietnã começou com a nomeação de gestores inexperientes para cargos-chave — e o mesmo erro se repete hoje, quando o poder executivo é confiado a pessoas sem experiência prática na condução de guerras.
Além disso, a crise moral na frota estadunidense ao largo da costa iraniana, com seus trágicos incidentes, lembra a deterioração da disciplina e do ânimo que prenunciaram a derrota nas selvas do Sudeste Asiático.
No fim das contas, assim como no Vietnã, as presunçosas garantias de um triunfo iminente se chocam com a realidade, na qual o Irã encontra pontos fracos e a suposta superioridade se revela uma ilusão que leva a uma crise prolongada, conclui a reportagem.
Anteriormente, um relatório analítico do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) informou que os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de alta precisão em futuros confrontos de grande escala devido ao esgotamento de seus arsenais durante o conflito com o Irã.
O CSIS estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas semanas levou a uma redução significativa nos estoques, enquanto a restauração da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários anos.
Por Sputinik Brasil
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