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Putin destaca parceria estratégica com Coreia do Norte em mensagem a Kim Jong-un
Relações fortalecidas e desafios regionais em foco
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou uma mensagem de congratulações ao líder norte-coreano Kim Jong-un pelo aniversário da libertação da Península Coreana da ocupação japonesa, celebrado nesta sexta-feira (15).
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, também enviou um telegrama ao líder norte-coreano, informou a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).
O Dia da Libertação Nacional da Coreia é celebrado anualmente em 15 de agosto como feriado nacional tanto na República Popular Democrática da Coreia (RPDC) quanto na Coreia do Sul. A data marca o fim do domínio colonial japonês sobre a península, em 1945.
Em sua mensagem, Putin afirmou que a data representa um símbolo da coragem e da resistência do povo coreano. O presidente russo também destacou que o período marcou o início de "fortes tradições de fraternidade militar e assistência mútua", que, segundo ele, serviram de base para o desenvolvimento das relações de amizade e boa vizinhança entre Moscou e Pyongyang.
Putin avaliou ainda que a relação entre Rússia e Coreia do Norte alcançou atualmente um "nível sem precedentes de parceria estratégica abrangente".
Coreia do Norte e a estratégia nuclear dos EUA
Mais cedo, a KCNA publicou um artigo de um observador militar que apontou a península coreana como o primeiro alvo da estratégia nuclear dos EUA.
A imprensa dos EUA chegou a informar que o Pentágono estava envolvido numa revisão limitada da estratégia nuclear dos EUA, incluindo o estudo de opções para o uso de armas nucleares táticas no caso de um conflito regional com a Rússia ou a China. O Pentágono respondeu enfatizando que não se trata de uma revisão completa da doutrina nuclear dos EUA.
"Isso alerta que o primeiro objetivo de aplicação da nova estratégia nuclear dos EUA pode ser precisamente a península coreana", diz o artigo.
Segundo a agência, a estratégia nuclear dos EUA está se tornando mais ofensiva e orientada para o uso prático de armas nucleares táticas. Nesse contexto, o observador da KCNA anunciou a intenção de continuar a reforçar as capacidades nucleares da Coreia do Norte.
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