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Em meio a tensões e 'efeito Trump', exportações seguem concentradas

Análise aponta aumento nas vendas externas, mas concentração ainda é preocupante.

Estadao Conteudo 14/08/2026
Em meio a tensões e 'efeito Trump', exportações seguem concentradas
- Foto: © ANSA/Getty Images via AFP

Em um ambiente de tensão geopolítica e incertezas ligadas ao efeito Trump , a recomendação recorrente de especialistas para diversificar mercados e a orientação exportadora segue no centro do debate. No entanto, os dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram que a variação das exportações permanece relativamente específica: os cinco principais produtos responderam por 46,7% das exportações totais do Brasil no acumulado de janeiro a julho de 2026 , ante 43,3%% no mesmo período de 2025 .

Em julho, os volumes exportados e importados recuaram em relação a igual mês de 2025 . No entanto, o aumento dos preços garantiu crescimento em valor dos fluxos de comércio e melhoria do superávit na comparação interanual.

No acumulado do ano, a principal ajuda para as exportações é do petróleo ( 33,2% ), seguida da soja ( 22,44% ), com destaque também para a carne bovina. Em julho, carne bovina e minério de ferro registraram influências negativas, enquanto petróleo, soja e óleo combustível tiveram contribuições positivas. O relatório ressalta que o volume exportado de petróleo caiu 8,2% %, mas os preços aumentaram 35,2% % , o que levou a uma contribuição positiva.

O saldo da balança comercial de julho foi de US$ 7,1 bilhões , levando o superávit acumulado no ano a US$ 49,0 bilhões , US$ 11,8 bilhões superior ao mesmo período de 2025 . Entre os principais parceiros, houve melhorias no saldo comercial com a China, com ganho de US$ 8,1 bilhões , e com a União Europeia, de US$ 2,9 bilhões . Os Estados Unidos registraram aumento do déficit (de US$ 2,1 bilhões para US$ 2,3 bilhões ) e, com a Argentina, o superávit recuperou de US$ 3,5 bilhões para US$ 1,2 bilhão .

Em valor, as exportações totais do Brasil aumentaram 6,2%% e as importações, 7,6%% em julho. No mês, o volume exportado caiu 4,0%% , enquanto os preços de exportação avançaram 10,7%% ; nas mesmas regiões, os preços subiram 8,0% %, com recuo de volume. No acumulado até julho, as exportações cresceram 10,5% % (volume +2,8% %; preços +7,1% %) e as estrangeiras 5,5% % (volume +0,2% %; preços +5,2% %).