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Compass registra lucro líquido de R$ 287,16 milhões no 2º tri de 2026, queda de 19% em relação ao 2º tri de 2025
Desempenho foi impactado pela maior depreciação e resultado financeiro negativo.
A Compass fechou o segundo trimestre deste ano com queda de 19% em seu lucro líquido, passando de R$ 353,58 milhões entre abril e junho de 2025 para R$ 287,16 milhões. O desempenho pior, de acordo com a companhia, reflete o incremento do Ebitda que compensou a maior depreciação, principalmente dos novos projetos que entraram em operação na Edge e pelo resultado financeiro.
No período, o Ebitda subiu 5%, chegando a R$ 1,27 bilhão. O número foi puxado pela divisão de distribuição de gás, cujo Ebitda totalizou R$ 1,242 bilhão, aumento de 6% em um ano, devido ao melhor mix de volume das classes residencial e comercial, compensando a menor demanda industrial, afetada especialmente em segmentos mais sensíveis ao ciclo econômico, como químicos, siderúrgicos e cerâmicos, informou a empresa.
A receita operacional líquida, por sua vez, caiu 9% ao fim de junho, passando de R$ 4,33 bilhões para R$ 3,93 bilhões. O resultado financeiro líquido no período ficou negativo em R$ 473,39 milhões, alta de 21% no comparativo anual.
Segundo a Compass, o volume distribuído no segundo trimestre foi de 14,7 milhões m³/d, redução marginal de 0,8% quando comparado com a mesma base do ano passado.
"A performance do trimestre é explicada pelo melhor mix do volume das classes residencial e comercial, devido ao aumento da base de clientes e avanço de serviços, como o setor de Gastronomia e Hotelaria, os quais foram compensados pela redução no consumo industrial, principalmente pelos setores químico, siderúrgico e cerâmico", informou.
De acordo com a companhia, o segmento de mobilidade pesado segue apresentando performance positiva, principalmente pelo avanço das garagens de mobilidade pesada, enquanto a mobilidade leve é impactada pela competitividade do GNV frente aos combustíveis líquidos e também pelo avanço de veículos híbridos e elétricos.
Dívida Líquida
A dívida líquida encerrou o trimestre com R$ 11.506 milhões, um incremento de 3% ante janeiro a março deste ano, reflexo da distribuição de proventos no total de R$ 406 milhões em junho, referente aos dividendos mínimos obrigatórios relativos ao exercício social de 2025.
"Encerramos o segundo trimestre com alavancagem financeira de 2,3 vezes, sendo 95% dos financiamentos com vencimento no longo prazo. O prazo médio da dívida consolidada ao final do trimestre foi de 5,6 anos, com um custo de 99,9% do CDI, atingindo o menor patamar histórico", explicou a Compass.
Investimento
Os investimentos da empresa no segundo trimestre foram de R$ 532 milhões, em linha com o aplicado em igual período de 2025. "Na perspectiva por negócio, houve uma expansão no capex da distribuição de gás, destinados principalmente à expansão das operações de distribuição conforme planos regulatórios", destacou a empresa.
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