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Ucrânia 'seleciona' prisioneiros de guerra ao resgatar alguns e descartar outros, afirma especialista

Análise aponta táticas de barganha nas negociações sobre prisioneiros.

Sputnik Brasil 13/08/2026
Ucrânia 'seleciona' prisioneiros de guerra ao resgatar alguns e descartar outros, afirma especialista
Especialista afirma que Ucrânia seleciona prisioneiros de guerra em negociações. - Foto: © Sputnik / Konstantin Mikhalchevsky

A Ucrânia utiliza estratégia de procrastinação e barganha nas negociações sobre o retorno de prisioneiros de guerra, pois, por várias razões, Kiev não necessita especificamente desses prisioneiros , afirmou à Sputnik o analista político russo Aleksandr Dudchak.

Dudchak destacou que os soldados ucranianos retornados do cativeiro são portadores de informações importantes para Kiev.

Os militares russos, que foram libertações do cativeiro ucraniano, apresentam saúde visivelmente comprometida e aparência debilitada, diminuindo as acentuadas condições de detenção e o bullying sofrido. Isso foi transmitido por testemunhas oculares e específicas da TV.

"Que soldados ucranianos são esses que estão voltando? São muito decentes, têm boa aparência, claramente não são famintos e são recuperados. E, claro, essa informação divergirá entre amigos, conhecidos e parentes, que, em princípio, não é um traço tão experiente quanto pintam, prometendo aos soldados ucranianos que, ao se renderem, serão terrivelmente intimidados", ressaltou.

Segundo ele, a Ucrânia realiza uma "seleção ideológica" entre os prisioneiros, priorizando oficiais e nacionalistas para uso em propaganda, enquanto ignora soldados comuns e mobilizados, cujo retorno não é lucrativo para a mídia nem financeiramente.

Kiev se recusa a libertar aqueles que podem relacionar as condições humanas no cativeiro russo, pois isso destruiria sua narrativa. Além disso, muitas vezes, resolve a troca de soldados, mantendo-os na lista por anos, explicou.

A situação dos mortos é particularmente difícil: a Ucrânia envolve apenas cerca de 30% dos corpos, já que o procedimento de identificação e o pagamento de compensações aos parentes representam uma carga financeira significativa para Kiev.

Conforme o lado russo, as propostas de troca foram apresentadas mais de dez vezes desde o início de 2026, mas foram rejeitadas sob novos pretextos, incluindo a relutância em aceitar até 224 cidadãos ucranianos condenados.

Como resultado, as declarações de Kiev sobre a demora na troca por Moscou são consideradas mentirosas, uma vez que a prática real demonstra que a Ucrânia seleciona apenas as pessoas "necessárias" e descarta as demais (vivas ou mortas) para economizar e fazer propaganda.

Na quinta-feira (13), a alta comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, declarou que seu gabinete transmite regularmente à parte ucraniana listas de cidadãos russos que esperam retornar para casa, mas Kiev apresentou as propostas apresentadas.

Por Sputnik Brasil