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Eneva registra lucro líquido de R$ 31,2 milhões no 2º tri de 2026, queda de 91,4%

Resultados financeiros da empresa refletem desafios e mudanças no mercado

Estadao Conteudo 12/08/2026
Eneva registra lucro líquido de R$ 31,2 milhões no 2º tri de 2026, queda de 91,4%
Eneva - Foto: Reprodução

A Eneva registrou lucro líquido atribuído a controladora de R$ 31,2 milhões no segundo trimestre deste ano, uma queda de 91,4% na comparação com os R$ 364,5 milhões anotados no mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro trimestre, o resultado líquido alcançou R$ 553,9 milhões, o que representa uma queda anual de 26%.

De abril a junho, a receita operacional líquida da Eneva somou R$ 3,976 bilhões, alta de 13,1% em relação ao ano anterior. Contudo, os custos operacionais subiram 41,4% no mesmo período e alcançaram R$ 2,47 bilhões.

Com isso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) chegou a R$ 1,238 bilhão no segundo trimestre, um montante 25,8% menor em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda caiu 16,3 pontos porcentuais, para 31,2%.

A Eneva atribuiu o desempenho, principalmente, ao encerramento dos contratos regulados do Procedimento Competitivo Simplificado de 2021 (PCS 2021) e à desconsolidação do resultado da Termelétrica Pecém II, no âmbito do processo de venda do ativo.

Segundo a empresa, a variação negativa foi parcialmente mitigada pelo maior despacho das usinas do Complexo Parnaíba, pelo melhor resultado do Upstream, encerramento da campanha sísmica vigente em 2025, aumento da margem de comercialização de energia, e pela melhoria da margem fixa dos ativos térmicos.

O resultado financeiro também impactou o desempenho trimestral da geradora. A empresa registrou despesas financeiras líquidas de R$ 636,9 milhões, uma piora em comparação aos R$ 251,8 milhões anotados um ano antes.

Conforme a Eneva, a variação decorreu, principalmente, de dois efeitos contábeis não-caixa: o menor impacto de variação cambial sobre arrendamento do FSRU e a implementação da política de hedge accounting, além do maior resultado positivo da marcação a mercado dos swaps de dívida da companhia no ano anterior, com variação de -R$124,7 milhões no período comparativo.

A Eneva encerrou junho com dívida líquida consolidada de R$ 19,8 bilhões, em comparação aos R$ 18,5 bilhões anotados no primeiro trimestre. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda, ficou em 3,2 vezes, ante 2,8 vezes três meses antes.

Os investimentos somaram R$ 1,59 bilhão entre abril e junho, sendo 86,9% destinados aos principais projetos da companhia e ao desenvolvimento no Upstream. Apenas nos projetos vencedores do último leilão de reserva de capacidade (LRCap) realizado em março, foram desembolsados R$ 616,3 milhões, dos quais R$ 527,0 milhões foram usados na aquisição de turbinas.