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Abcon: investimento em saneamento bate recorde em 2024; esgoto tratado segue em 52%
Investimentos no setor cresceram 9% em relação a 2023, totalizando R$ 29,1 bilhões.
Na matéria publicada anteriormente, havia uma incorreção no primeiro parágrafo. A Abcon é a Associação Brasileira das Empresas de Saneamento, e não a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto, como constou. No texto anterior, também ficou faltando o nome da diretora-presidente da Abcon, Christianne Dias. Segue a versão corrigida.
O setor de saneamento básico alcançou, em 2024, o terceiro recorde anual consecutivo de investimentos, totalizando R$ 29,1 bilhões (alta de 9% em relação a 2023), segundo o "Panorama da Universalização do Saneamento 2026", apresentado nesta segunda-feira, 10, pela Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon).
A Abcon atribui a trajetória de alta dos investimentos ao Novo Marco do Saneamento, com 70 leilões realizados entre 2020 e junho de 2026 e R$ 227,5 bilhões em investimentos contratualizados, além de outros 31 projetos em estruturação, estimados em R$ 32,0 bilhões. Ao mesmo tempo, indica que o ritmo de crescimento ainda convive com gargalos.
O levantamento aponta avanço no acesso à infraestrutura e mostra que, de 2019 a 2025, o número de domicílios com acesso à rede de abastecimento de água chegou a 68,3 milhões (alta de 14%) e o de domicílios com rede de esgoto cresceu 20%, chegando a 56,4 milhões, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Ainda assim, a cobertura não se traduz automaticamente em desempenho ambiental. Embora o volume total tratado tenha subido 5% de 2023 para 2024, em 2024, apenas 51,8% do esgoto gerado no País foi tratado.
"Os dados mostram que a gente saiu de uma inércia no setor, mas que os desafios ainda existem para serem enfrentados ... Precisamos que o saneamento encontre espaço na agenda política do governo", afirmou a diretora-presidente da Abcon, Christianne Dias, durante apresentação dos dados.
Já a universalização do atendimento de água teria sido alcançada por 780 municípios (32% da população estimada), enquanto a universalização da coleta e tratamento de esgoto (90%) teria sido atingida por 321 municípios (20% da população prevista).
O relatório também mostra a falta de dados, com 1.107 municípios não tendo informações sobre a capacidade de alcançar metas de água e 1.431 não têm dados equivalentes para esgoto. Entre os municípios sem metas contratualizadas, 34% não possuem plano municipal de saneamento e 62% não responderam ao Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), segundo o relatório.
O relatório mostra ainda que a presença privada no setor continua a avançar, com atuação em 2.720 municípios até junho de 2026 (48,8% do total) e participação de 32,4% nos investimentos do setor em 2024, ante 15,1% em 2020, segundo a Abcon.
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