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Allos tem lucro líquido de R$ 294 milhões no 2º trimestre, salto anual de 57,7%

Crescimento impulsionado pelo faturamento e redução de despesas.

Estadao Conteudo 06/08/2026
Allos tem lucro líquido de R$ 294 milhões no 2º trimestre, salto anual de 57,7%
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Allos registrou um lucro líquido de R$ 294 milhões no segundo trimestre de 2026, resultando em uma alta de 57,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento do faturamento com mídia nos shoppings e pelo desenvolvimento imobiliário nas regiões ao redor. A empresa também conseguiu reduzir suas despesas, como fruto do programa de ganho de eficiência implementado desde o ano passado.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 525,3 milhões, marcando um avanço de 10,5% na mesma base de comparação anual. A margem Ebitda apresentou uma queda de 0,7 pontos porcentuais, estabelecendo-se em 71,7%.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) alcançou R$ 340,8 milhões, com crescimento de 12,0%, enquanto a margem FFO aumentou 0,1 ponto porcentual, totalizando 46,5%. A receita líquida somou R$ 732,3 milhões, uma elevação de 11,6%.

"Estamos entregando resultados com muita consistência", enfatizou a diretora Financeira e de Relações com Investidores, Daniella Guanabara. "Nosso negócio de mídia está em um momento muito forte e tem contribuído significativamente para o crescimento da empresa".

Um dos grandes destaques do trimestre foi a Hello, empresa de mídia que opera em telas de shoppings e espaços comerciais. Em maio, o consórcio formado pela Hello e a empresa Neooh venceu a licitação aberta pela Aena para exploração da mídia publicitária em telas de 17 aeroportos, incluindo o de Congonhas.

Além disso, Daniella destacou que a Copa do Mundo atraiu um número maior de anunciantes, o que ajudou a fortalecer o faturamento com serviços, que teve um aumento de 39,6%, totalizando R$ 115,9 milhões.

Outras linhas de receita também mostraram crescimento. A receita de locação atingiu R$ 498,7 milhões, um avanço de 2,6%, enquanto a receita de estacionamentos alcançou R$ 132,8 milhões, resultado de um aumento de 6,2%.

Na linha de outras receitas, que compila atividades no setor imobiliário, a Allos registrou R$ 30,9 milhões, seis vezes mais do que no ano passado, impulsionado pela assinatura de escrituras do projeto do grupo em Uberlândia (MG).

Um ponto positivo foi a redução nas despesas com vendas, gerais e administrativas, que caíram 5,6% na comparação anual, para R$ 105,8 milhões. A diretora Financeira atribuiu essa queda ao programa 'Simplifica Allos', que implementou medidas para ganho de eficiência e o uso de inteligência artificial para agilizar as operações.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) apresentou uma despesa de R$ 108 milhões, valor que representa um aumento de 11,3% na comparação anual. A Allos encerrou o trimestre com uma dívida líquida de R$ 3,7 bilhões e uma alavancagem de 1,7 vez.

Operacional

As vendas nos shoppings da Allos cresceram 3,4% no segundo trimestre deste ano em comparação ao mesmo intervalo de 2025, totalizando R$ 10,5 bilhões. Se não contarmos o Shopping Tijuca, que enfrentou um sinistro, as vendas teriam aumentado 4,6%.

As vendas nas mesmas lojas cresceu 2,4%, enquanto os aluguéis nas mesmas unidades avançaram 3,2%.

"Considero estes números bastante sólidos e relevantes", afirmou Daniella. "Com a finalização da Copa, voltamos a observar uma aceleração nas vendas a partir da segunda quinzena de julho, reforçada por filmes de grande bilheteira, como Odisseia e Homem-Aranha".

A taxa de ocupação dos shoppings foi de 96,2%, apresentando uma leve queda de 0,2 ponto porcentual. Já a inadimplência líquida dos lojistas situou-se em 1,4%, uma diminuição de 0,5 ponto porcentual. "A demanda por espaços comerciais continuou sendo muito relevante no trimestre", afirmou.