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Mendonça deve enviar à PGR pedido para apurar financiamento de filme sobre Bolsonaro
Solicitação foi apresentada por Lindbergh Farias após áudio em que Flávio Bolsonaro pede apoio financeiro a Daniel Vorcaro para produção de Dark Horse.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve encaminhar nesta semana à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de manifestação sobre a abertura de investigação relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A solicitação foi apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), após a divulgação de um áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pede apoio financeiro a Vorcaro para viabilizar a produção cinematográfica.
A PGR deverá avaliar se há elementos para instaurar inquérito, determinar diligências preliminares ou defender o arquivamento da representação. O envio do caso ao Ministério Público é o procedimento habitual quando pedidos de investigação são apresentados por parlamentares ao STF.
Na semana passada, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, definiu que o caso ficará sob a relatoria de André Mendonça por considerar que os fatos têm conexão com as investigações envolvendo o caso do banco Master, que já tramitam no gabinete do ministro.
Inicialmente, o pedido havia sido distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, mas o entendimento do STF e da PGR foi de que a suposta relação entre os fatos justificava a redistribuição do processo.
Após receber os autos na última sexta-feira (26), o gabinete de Mendonça determinou que o procedimento tramitasse sob sigilo de nível 3, seguindo o mesmo padrão adotado nas investigações relacionadas ao caso Master.
Na última semana, perícia privada contratada pela produtora Go Up Entertainment apontou que o filme teve custo total de US$ 13,4 milhões, o equivalente a cerca de R$ 75 milhões.
O valor corresponde a 56% dos R$ 134 milhões que Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master, teria acordado com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em transferir para o fundo usado na captação de recursos para o filme, o Havengate Development LP. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente vive nos Estados Unidos.
Os resultados da perícia foram anexados ao inquérito policial que investiga a suspeita de uso de verbas públicas na produção do filme. A apuração mira possíveis desvios em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment.
Por Sputnik Brasil
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