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Ouro fecha em queda, pressionado por dólar forte e expectativa de juros mais altos
Metal precioso recuou 3,39% na Comex, enquanto a prata caiu 6,42%, em meio à reprecificação das apostas sobre a política monetária dos Estados Unidos.
O ouro fechou em forte queda nesta quarta-feira, 24, acompanhando o movimento de baixa da semana. A pressão veio da valorização do dólar e do aumento das expectativas de novas altas de juros nos Estados Unidos ainda neste ano.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 3,39%, cotado a US$ 4.008,8 por onça-troy.
A prata para julho também registrou forte recuo, de 6,42%, a US$ 58,087 por onça-troy.
Durante a sessão, o ouro chegou a operar abaixo do nível-chave de US$ 4.000 por onça-troy. A queda, no entanto, foi parcialmente limitada pelo forte recuo nos preços do petróleo, movimento que ajuda a aliviar pressões inflacionárias e derruba os juros dos Treasuries.
Ainda assim, o metal precioso segue pressionado pela valorização do dólar americano. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos ante uma cesta de divisas fortes, opera no maior nível em mais de um ano.
Os investidores também ampliaram as apostas em altas de juros nos Estados Unidos após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) adotar um tom mais duro na última reunião de política monetária. Persistem ainda temores de pressões inflacionárias ligadas à guerra com o Irã.
Para o ING, a correção do ouro, após recordes registrados no início do ano, pode parecer surpreendente diante da incerteza geopolítica e da continuidade das compras por bancos centrais. O banco ressalta, porém, que a fraqueza do metal evidencia uma mudança de foco do mercado, motivada pela reprecificação das expectativas de juros.
“O mercado tem dado menos peso ao papel de porto seguro e mais às implicações de juros mais altos e condições financeiras mais apertadas”, avaliam analistas do ING.
Os investidores aguardam agora a divulgação do índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, em busca de novos sinais sobre os rumos da política monetária norte-americana.
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