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Dia da Literatura Brasileira: cinco obras nacionais para conhecer na data

Confira as indicações abaixo para você explorar diferentes temas e descobrir o próximo livro da sua estante

Maria Clara Menezes 29/04/2026
Dia da Literatura Brasileira: cinco obras nacionais para conhecer na data

No Dia da Literatura Brasileira, celebrado em 1º de maio, selecionamos cinco livros de autores nacionais para você conhecer. Entre ficção e não ficção, as obras apresentam diferentes temas, como a resiliência feminina, as falhas no sistema de justiça, a resistência dos quilombos, as relações entre fé e política, além da ressignificação da dor. Confira abaixo e escolha sua próxima leitura: 

Quilombo: contos e receitas, de Du Prazeres 

As principais memórias de infância do escritor Du Prazeres foram criadas vendo a avó, Nair, cozinhando e repassando as histórias da família no quilombo de Santo Antônio de Jacutinga, no Rio de Janeiro, hoje já inexistente. Os sabores e causos que moldaram a identidade dele estão reunidos nesta obra, que apresenta sete narrativas, cada uma acompanhada por receitas tradicionais, resultando em uma mistura única de temperos, palavras, ingredientes e sentimentos que conectam os leitores à ancestralidade.

Morte na Fronteira, de Humberto Pimentel

A obra acompanha um advogado criminalista que enfrenta uma série de dilemas quando o delegado Tonha se torna um cliente do seu escritório por ser acusado de um crime que afirma não ter cometido. A partir disso, a trama retrata as relações do submundo do crime com os gabinetes de justiça, além das falhas do sistema. Com uma narrativa intensa e cheia de mistérios, o livro recorre ao existencialismo para refletir sobre assuntos como destino, fatalismo, livre-arbítrio e a ambiguidade inerente aos humanos.

Mulheres Tristes, Amores & Revoluções, de Leonardo Auricchio

Este livro narra a busca de Maria por respostas acerca do desaparecimento da mãe, Ana — uma travessia marcada por descobertas tardias, amores arrebatadores e traições profundas. Nessa jornada, ela não apenas desvenda segredos de família, mas confronta acontecimentos que irão reescrever o seu destino. Através de uma trama que exalta o ímpeto transformador da juventude, a publicação homenageia a resiliência feminina diante de sistemas que, embora tentem, jamais conseguem silenciá-las.

365 dias sem dor, de Luiz Sola 

A dor não é uma sentença definitiva, mas um processo que pode ser compreendido, ressignificado e transformado. É a partir dessa perspectiva que o fisioterapeuta há mais de 30 anos, Luiz Sola, apresenta este devocional terapêutico. Ancorada na integração entre neurociência, prática clínica e espiritualidade, a obra propõe um olhar ampliado sobre o sofrimento, entendido como uma experiência que transcende o corpo e abrange mente, emoções e a interpretação individual da existência.

O sagrado no profano, de Dione Caruzo

Jesus Cristo pode ser considerado uma liderança política? Mesmo sem ter integrado grupos organizados, ele foi nome presente na construção social da região da Galileia, contestou regras impostas e conquistou seguidores a partir de seus ideais. Neste livro, o teólogo e gestor público Dione Caruzo utiliza essa tese para guiar o leitor em uma narrativa histórica sobre a relação entre política e religião.