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Guimarães afirma que proibição das bets é improvável e Congresso só discute regulamentação
Novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais aponta que cenário político dificulta proibição das apostas esportivas; regulamentação avança como consenso no Legislativo.
O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que a proibição das empresas de apostas esportivas, conhecidas como 'bets', enfrenta resistência no Congresso Nacional devido à atual correlação de forças políticas. Segundo Guimarães, há disposição entre os deputados para debater uma regulamentação mais rigorosa do setor, mas não para extingui-lo.
Guimarães tomou posse como ministro da SRI na última terça-feira, 14, após exercer a liderança do governo na Câmara. Ele mantém diálogo próximo tanto com parlamentares da esquerda quanto do Centrão — grupo com maior proximidade com as empresas de apostas.
“O que sinto no Congresso é que a turma topa regulamentar, mas acabar (com as bets)... Temos que levar em consideração a correlação de forças no Congresso”, declarou Guimarães nesta quinta-feira, 16, em sua primeira entrevista coletiva à imprensa no Palácio do Planalto. “O tema (bets) está em discussão no governo, mas o Congresso, pelo que percebo, só tem interesse em regulamentar”, reforçou.
O ministro destacou ainda que as propostas em análise pelo governo estão alinhadas a iniciativas para combater o endividamento dos brasileiros. No entanto, preferiu não detalhar quais medidas estão sendo estudadas pela equipe econômica e pela Casa Civil.
Guimarães também se posicionou, em tom pessoal, contra a cobrança do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. Ele classificou o tributo como “um dos motivos de maior desgaste do governo”. “Se o governo decidir revogar a taxa das blusinhas, acho uma boa”, disse, ressaltando tratar-se de uma opinião pessoal e não de uma defesa formal dentro do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e auxiliares ligados à área política têm manifestado oposição à taxa das blusinhas, que é considerada impopular. Apesar disso, a medida foi aprovada com o apoio da equipe econômica, visando o aumento da arrecadação para equilibrar as contas públicas.
A aprovação da taxa contou com amplo respaldo no Congresso, com votos de partidos que vão do PL ao PT. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também se posicionou contra a medida, mas prevaleceu o entendimento de parte do governo, somado à pressão do setor varejista brasileiro e de parlamentares.
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