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Bolsas europeias fecham sem direção única em meio a cautela com guerra e inflação

Avanços diplomáticos entre EUA e Irã aliviam mercado, mas riscos persistem e inflação da zona do euro é revisada para cima.

16/04/2026
Bolsas europeias fecham sem direção única em meio a cautela com guerra e inflação
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas da Europa encerraram o pregão desta quinta-feira, 16, sem direção única, em meio à cautela dos investidores diante de sinais contraditórios sobre o conflito no Oriente Médio e seus reflexos nos mercados de energia e inflação.

O noticiário sobre possíveis avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã trouxe algum alívio ao sentimento dos mercados. Entretanto, a fragilidade do cessar-fogo e os riscos à oferta de petróleo limitaram o apetite por ativos de risco.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,29%, fechando a 10.589,99 pontos. Já em Frankfurt, o DAX avançou 0,35%, para 24.150,54 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,14%, a 8.262,70 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,27%, a 48.026,94 pontos. O Ibex 35, em Madri, registrou baixa de 0,48%, a 18.098,10 pontos, enquanto o PSI 20, em Lisboa, cedeu 1,21%, a 9.232,52 pontos. Os valores são preliminares.

Segundo o Brown Brothers Harriman, a expectativa de uma solução diplomática entre EUA e Irã segue influenciando o humor dos mercados, especialmente se houver garantia de navegação segura no Estreito de Ormuz. Já a Macquarie alerta para a fragilidade do cessar-fogo, que pode se deteriorar sem avanços no programa nuclear iraniano.

A inflação da zona do euro foi revisada para cima, atingindo 2,6% em março, refletindo os impactos do conflito. De acordo com a Capital Economics, a expectativa é que o índice acelere para 3% em abril. Já o PIB do Reino Unido surpreendeu positivamente em fevereiro.

No mercado de ações, o setor de tecnologia (+1,6%) foi destaque positivo do dia, enquanto companhias aéreas (-1,3%) sofreram pressão. A easyJet recuou cerca de 5,8% após alertar para perdas e aumento de custos com combustível, enquanto a KLM caiu aproximadamente 3,7% após anunciar cortes de voos. A Lufthansa também teve queda de cerca de 3,1%.

Por outro lado, petroleiras como a TotalEnergies (+0,8%) avançaram diante da perspectiva de preços mais altos de energia. A Repsol subiu quase 2,2% após firmar acordo para ampliar a produção na Venezuela. No setor bancário, o Monte dei Paschi valorizou 2,3% após decisão de governança que reconduziu seu CEO.

*Com informações da Dow Jones Newswires