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Conectividade aérea entre EUA e Oriente Médio cai quase 60% após conflito com Irã

Suspensão de voos e instabilidade no espaço aéreo afetam passageiros, cargas e economia global

16/04/2026
Conectividade aérea entre EUA e Oriente Médio cai quase 60% após conflito com Irã
Suspensão de voos entre EUA e Oriente Médio afeta passageiros, cargas e economia global. - Foto: © AP Photo / Adam Gray

Dados recentes da plataforma de viagens Mabrian mostram que o número de passagens aéreas adquiridas para voos entre os Estados Unidos e os principais centros do Oriente Médio caiu 59,1% em março.

O relatório destaca que a redução da capacidade aérea impacta principalmente voos diretos de aeroportos estratégicos dos EUA para destinos como Dubai, Doha e Abu Dhabi. Companhias aéreas suspenderam rotas ou reduziram drasticamente frequências devido à instabilidade do espaço aéreo e ao risco de ataques com drones e mísseis.

Essa situação deixou milhares de passageiros e toneladas de carga retidos, interrompendo cadeias de suprimentos globais que dependem da logística eficiente do golfo Pérsico.

Analistas do setor alertam que a crise vai além da segurança das aeronaves, atingindo também a economia. O preço do combustível de aviação disparou devido à instabilidade no estreito de Ormuz, agora sob bloqueio dos EUA, tornando rotas de longa distância inviáveis para muitas companhias. Essa combinação de riscos táticos e custos operacionais elevados levou as principais empresas aéreas a redirecionar recursos para mercados mais estáveis na Europa e Ásia Central, aponta o relatório.

A queda de quase 60% na conectividade aérea afetou também outros mercados das Américas. Países como o Brasil registraram redução significativa nos fluxos aéreos, embora o epicentro da retração permaneça nos EUA. A paralisação desses fluxos prejudica setores estratégicos, como turismo corporativo e investimentos em infraestrutura, que antes impulsionavam o crescimento regional.

Além disso, a falta de avanços nas negociações abala a confiança dos viajantes, observa o relatório, provocando uma migração da demanda para destinos domésticos e regionais, longe das zonas de exclusão aérea impostas pela guerra entre EUA, Israel e Irã.

Especialistas internacionais em aviação estimam que, mesmo com um cessar-fogo imediato, a reconstrução da confiança e das rotas aéreas poderá levar meses ou até anos.

Por Sputnik Brasil