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Casa Branca considera conversas com Irã produtivas e ameaça impor sanções a importadores de petróleo iraniano
Negociações seguem sem avanços formais, mas Washington mantém pressão econômica e alerta para punições a países que comercializam com Teerã.
A Casa Branca informou nesta quarta-feira, 15, que as negociações com o Irã continuam em andamento e classificou as conversas como "produtivas", apesar da ausência de avanços formais em relação a um cessar-fogo. Em coletiva de imprensa, a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, negou que Washington tenha solicitado uma extensão da trégua e afirmou que "não há nada oficial" sobre a realização de encontros presenciais entre as partes.
De acordo com Leavitt, a próxima rodada de negociações deve ocorrer em Islamabad, com o Paquistão atuando como "único mediador" no diálogo. "Continuaremos acompanhando o andamento das conversas com o Irã", afirmou. Ela também destacou a ameaça de tarifas de 50% sobre produtos de países que fornecem armas aos iranianos, ressaltando que o presidente chinês, Xi Jinping, garantiu ao presidente Donald Trump que a China não está fornecendo armamentos ao Irã.
No campo econômico, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou a estratégia de pressão máxima sobre Teerã. Segundo ele, os Estados Unidos buscam congelar mais recursos ligados à liderança iraniana e têm sinalizado a países importadores de petróleo iraniano que podem ser alvo de sanções secundárias. Bessent confirmou que dois bancos chineses já receberam notificações alertando para o risco de punições e destacou maior transparência de países vizinhos do Irã em operações bancárias.
O secretário avaliou que as restrições recentes já interromperam compras chinesas de petróleo iraniano e reiterou que Washington não renovará a autorização para comercialização de óleo russo e iraniano. Apesar das tensões, Bessent afirmou que parceiros no Oriente Médio indicaram capacidade de retomar rapidamente o envio de petróleo assim que o Estreito de Ormuz for reaberto, acrescentando que navios podem solicitar seguros junto à Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC).
Sobre energia, Bessent declarou que os preços da gasolina nos Estados Unidos dependerão da evolução das negociações de guerra, mas disse esperar níveis próximos de US$ 3 por galão "mais cedo do que tarde", possivelmente antes de 20 de setembro. O secretário também expressou confiança de que Kevin Warsh será confirmado como presidente do Federal Reserve (Fed) no prazo previsto, com apoio alinhado entre republicanos no Senado.
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