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Alvo da Operação 'Dr. Golpe' em Alagoas é advogado reincidente e já foi preso por crime fiscal
Investigado já havia sido detido em 2019 por sonegação; polícia aponta que ele utilizava a prerrogativa da profissão e ostentação para atrair vítimas de alta capacidade financeira
Uma organização criminosa especializada em estelionato e lavagem de dinheiro, supostamente liderada por um advogado, foi o alvo principal da Operação "Dr. Golpe", deflagrada nesta quarta-feira (15). O suspeito, que já possui histórico criminal, foi detido em uma residência na Barra de São Miguel, litoral sul de Alagoas. Segundo a Polícia Civil, o esquema movimentou aproximadamente R$ 80 milhões.
Reincidência e Modus Operandi
Esta não é a primeira vez que o advogado entra no radar das autoridades. Em 2019, ele foi o foco da operação "Fruto Proibido", quando foi investigado ao lado da esposa por sonegação fiscal e importação irregular de bens.
De acordo com o delegado Dalberth Pinheiro, o investigado utilizava sua inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para conferir credibilidade às fraudes. "Ele utilizava da prerrogativa de ser advogado para ludibriar as vítimas. Inventava processos judiciais inexistentes e alegava a necessidade de taxas para desbloquear a venda de imóveis na Justiça", explicou o delegado durante coletiva de imprensa.
Prejuízos Milionários e Ostentação
A investigação identificou, até o momento, 14 boletins de ocorrência contra o suspeito. O impacto financeiro é expressivo:
- Vítimas de elite: Apenas duas pessoas sofreram prejuízo superior a R$ 8 milhões.
- Perfil das vítimas: O grupo buscava pessoas com grande capacidade financeira.
- Isca: O advogado ostentava veículos de luxo e um padrão de vida elevado para simular sucesso e atrair novos investidores.
"Era como uma pirâmide. Ele pegava o dinheiro de outras vítimas e utilizava para enganar essas novas", detalhou Pinheiro.
Núcleo Familiar e Lavagem de Dinheiro
A estrutura criminosa contava com a participação direta de parentes. A esposa, tios e irmãos do advogado são suspeitos de atuar na lavagem de capitais. Ao todo, oito integrantes foram identificados pela polícia.
A delegada Michelly Santos, que também coordena os trabalhos, explicou que o grupo utilizava "laranjas" e empresas de fachada para movimentar os valores. "Os valores eram transferidos para essas contas e depois retornavam para o 'cabeça', o advogado. Era um sistema de lavagem bem elaborado", afirmou a delegada.
Desdobramentos
Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo e solicitados bloqueios de contas bancárias dos envolvidos. A Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento e que novos nomes podem surgir à medida que a análise dos documentos e materiais apreendidos avançar.
O que a polícia apurou até agora sobre o golpe:
|
Método |
Descrição |
|
Falsos Processos |
Criação de ações judiciais fictícias com "causas ganhas". |
|
Taxas Inexistentes |
Cobrança de valores para suposta liberação de bens. |
|
Fraude Imobiliária |
Venda de imóveis inexistentes com documentos falsificados. |
|
Captação |
Uso de intermediários para identificar vítimas com alto poder aquisitivo. |
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