Geral
Bolsas europeias recuam com setor de luxo em baixa e tensões entre EUA e Irã
Queda de ações de luxo e incertezas geopolíticas pressionam índices; produção industrial da zona do euro surpreende positivamente.
As principais bolsas da Europa encerraram a sessão desta quarta-feira, 15, predominantemente em queda, impactadas principalmente pelo forte recuo do setor de luxo, que penalizou o índice francês CAC 40 após a divulgação de balanços fracos. O cenário ainda foi marcado pela cautela diante das tensões entre Estados Unidos e Irã.
A possibilidade de retomada das negociações internacionais chegou a limitar parte das perdas durante o pregão, influenciando também a oscilação dos preços do petróleo. No entanto, esses fatores não foram suficientes para sustentar ganhos nos mercados acionários.
Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,47%, fechando a 10.559,58 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,18%, a 24.087,42 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,64%, para 8.274,57 pontos. Em Milão, o FTSE MIB registrou queda de 0,04%, a 48.155,82 pontos. O Ibex 35, de Madri, perdeu 0,55%, a 18.185,80 pontos. Já o PSI 20, de Lisboa, recuou 0,18%, a 9.345,36 pontos. Os dados ainda são preliminares.
Segundo o ANZ, o choque de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio representa um risco estagflacionário para a economia global. Já a Columbia Threadneedle avalia que, mesmo com um eventual acordo, a normalização no Estreito de Ormuz pode demorar. O Goldman Sachs, por sua vez, destacou a redução do prêmio de risco no petróleo devido ao aumento das chances de negociação.
No mercado de ações, o setor de luxo liderou as perdas, com retração de 3,03%. O destaque negativo ficou para a Kering, que despencou 9,2% após registrar queda nas vendas da Gucci, e para a Hermès, que recuou 8,2%.
Em Amsterdã, a ASML caiu 4,1%, mesmo após elevar suas projeções de vendas impulsionadas pela demanda por inteligência artificial (IA). Preocupações com bloqueios logísticos decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz continuam afetando o setor de tecnologia. Já a Stellantis teve alta de 1,9% em Frankfurt, impulsionada pelo aumento dos embarques no primeiro trimestre.
A volatilidade do petróleo também pressionou as ações da BP, que recuaram cerca de 0,5%, mesmo após uma atualização operacional considerada melhor que o esperado pelo Citi.
No cenário macroeconômico, a produção industrial da zona do euro avançou 0,4% em fevereiro, superando levemente as expectativas dos analistas. Investidores também acompanham atentamente os discursos de dirigentes de bancos centrais durante as reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Com informações da Dow Jones Newswires
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