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Maior feira de segurança da América Latina exibe drone naval antiminas da Marinha
Em meio a tensões globais, embarcação autônoma desenvolvida no Brasil é destaque na LAAD Security Milipol Brazil 2026
Embarcação autônoma capaz de detectar minas navais, tecnologia estratégica diante das recentes tensões entre Estados Unidos e Irã no estreito de Ormuz, está em destaque nesta terça-feira (14) na LAAD Security Milipol Brazil 2026, a maior feira de segurança e defesa da América Latina.
O evento, realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP), reúne mais de 120 marcas nacionais e internacionais em uma área de 24 mil metros quadrados, e segue até quinta-feira (16).
Entre os expositores está a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), estatal vinculada à Marinha do Brasil, que apresenta o USV Suppressor — embarcação autônoma de superfície desenvolvida em parceria com a startup brasileira TideWise para identificar e localizar minas navais.
“Recentemente, ficou muito na mídia por conta da questão das minas. É um equipamento autônomo de identificação e localização de minas, absolutamente adequado às necessidades, por exemplo, do momento”, explicou Flávio Montenegro, representante da Emgepron.
O contexto citado refere-se ao conflito no Oriente Médio, que reacendeu a preocupação com as minas navais iranianas como ameaça ao tráfego no estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.
O Suppressor conta com duas versões. O Suppressor 7, de sete metros, foi projetado para operações militares embarcadas e pode ser adaptado para diversas missões sem alteração do casco. “O Suppressor 7 é uma embarcação autônoma para defesa, multipropósito. Serve tanto para contramedidas de minagem quanto para patrulha, vigilância, guerra antissubmarino, entre outras utilidades, dependendo da configuração da plataforma”, detalhou Montenegro. As primeiras entregas do Suppressor estão previstas para este ano.
A segunda versão, denominada Suppressor IFR, funciona como sistema integrado de gestão e segurança marítima a partir de uma base móvel terrestre. Segundo Montenegro, o sistema fornece informações táticas para abordagens e inteligência, podendo ser integrado a redes de comando e controle. “A partir da base móvel conectada ao Suppressor, geramos dados para abordagens ou inteligência, com possibilidade de integração a sistemas de comando e controle”, acrescentou.
Montenegro ressaltou que a Emgepron alia sua missão institucional junto à Marinha à busca por mercados civis e privados. “A Emgepron é uma empresa do Ministério da Defesa, gerenciada pela Marinha, que visa atender às necessidades da força, mas também busca outros mercados, como o setor privado, utilizando recursos disponíveis na Marinha”, afirmou.
Ele destacou ainda que a companhia não depende de orçamento federal para operar, o que permite investir recursos próprios em inovação, como no caso do Suppressor.
Além do projeto de embarcação autônoma, Montenegro mencionou a participação da Emgepron no Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (Pronapa), que inclui a construção de navios-patrulha de 500 toneladas e o gerenciamento da construção das fragatas da classe Tamandaré, evidenciando a experiência da empresa em projetos de alta complexidade.
A Emgepron já investiu mais de R$ 20 milhões em recursos próprios nos projetos do Suppressor e do navio-patrulha NPa-500BR. O USV Suppressor é o primeiro projeto do mercado de defesa brasileiro e latino-americano com essa finalidade.
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