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JPMorgan Chase supera expectativas de lucro e receita no 1º trimestre, mas despesas crescem

Banco reporta resultados acima do previsto, mas aumento de custos e cenário global incerto pressionam ações no pré-mercado

14/04/2026
JPMorgan Chase supera expectativas de lucro e receita no 1º trimestre, mas despesas crescem
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O JPMorgan Chase registrou lucro líquido de US$ 16,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior , conforme balanço divulgado nesta terça-feira, 14. O lucro por ação ficou em US$ 5,94, superando tanto os US$ 5,07 do ano passado quanto a estimativa de analistas consultados pela FactSet, que era de US$ 5,45.

A receita totalizou US$ 49,8 bilhões (ou US$ 50,5 bilhões em base ajustada), representando um avanço de cerca de 10% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado tanto pelo crescimento da receita com juros quanto pelas receitas não relacionadas a juros, também superando as projeções de US$ 49,1 bilhões.

Apesar dos números positivos, as despesas totais do banco cresceram 14%, alcançando US$ 26,9 bilhões. Já as provisões para perdas com crédito somaram US$ 2,5 bilhões, ficando abaixo do registrado há um ano. Entre os destaques, a Divisão do Banco de Investimento (CIB) apresentou crescimento de 19% na receita, com alta de 28% nas taxas de banco de investimento e um recorde de US$ 11,6 bilhões em receitas de mercados.

Em comunicado, o CEO Jamie Dimon afirmou que o banco teve “resultados fortes” no trimestre, com desempenho sólido em todas as linhas de negócio. Segundo ele, a economia dos EUA segue resiliente, com consumidores gastando e empresas em boa forma, aprimoradas por estímulos fiscais, desregulamentação e investimentos em inteligência artificial.

No entanto, Dimon alertou para um ambiente mais incerto, citando riscos como tensões geopolíticas, volatilidade nos preços de energia, incertezas comerciais, déficits fiscais elevados e níveis altos nos preços de ativos. “Esses riscos são significativos e reforçam a necessidade de preparar a empresa para uma ampla gama de cenários”, afirmou.

Às 7h57 (de Brasília), as ações do JPMorgan Chase recuavam 1,8% no pré-mercado de Nova York.