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Petrobras anuncia retomada de fábrica de fertilizantes e avalia recompra da refinaria de Mataripe

Estatal prevê investir US$ 1 bilhão em Três Lagoas (MS) e pode reassumir unidade baiana, hoje do Mubadala.

Sputinik Brasil 13/04/2026
Petrobras anuncia retomada de fábrica de fertilizantes e avalia recompra da refinaria de Mataripe
Petrobras investirá em fábrica de fertilizantes e pode recomprar refinaria de Mataripe, na Bahia. - Foto: © Foto / Mauricio Hallberg Teixeira / Agência Petrobras

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (13) a aprovação para retomar as obras da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas (MS). O comunicado ocorre no mesmo dia em que a mídia internacional repercute a possibilidade de a estatal recomprar a refinaria de Mataripe, situada em São Francisco do Conde (BA).

Segundo a Petrobras, a decisão de reiniciar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III foi aprovada pelo Conselho de Administração em outubro de 2024. Agora, com a conclusão dos estudos de viabilidade técnica e econômica, o projeto será efetivamente retomado.

A expectativa é que a fábrica de fertilizantes seja concluída em 2029, após um investimento estimado em US$ 1 bilhão. O empreendimento deve gerar mais de 8 mil empregos ao longo dos próximos três anos.

Outro destaque envolvendo a Petrobras nesta segunda-feira é a possível recompra da refinaria de Mataripe, atualmente sob controle do fundo soberano Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. Conforme fontes ouvidas pela Reuters, um acordo pode ser firmado até o final deste ano.

Mataripe é a segunda maior refinaria do Brasil, mas opera com cerca de 60% de sua capacidade. Enquanto isso, as unidades da Petrobras trabalham no limite para ampliar a produção nacional, segundo fontes do setor.

Os planos da Petrobras para expandir a capacidade de refino ganharam nova urgência após tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã elevarem os preços globais do diesel, impactando consumidores brasileiros devido à dependência do país do combustível importado. O Brasil importa cerca de um quarto do diesel que consome.

A alta dos preços dos combustíveis tornou-se uma preocupação para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas da eleição presidencial de outubro, quando ele buscará um quarto mandato não consecutivo.