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Sem Maduro, como a Venezuela ainda resiste aos EUA?
Cem dias após a prisão de Nicolás Maduro, especialistas analisam os impactos da intervenção dos EUA na Venezuela e possíveis desdobramentos na América Latina.
No início do ano, uma invasão militar dos Estados Unidos, marcada por bombardeios em Caracas, resultou no sequestro e prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. O episódio abalou profundamente as bases da geopolítica global.
Cem dias após o ocorrido, surgem questões fundamentais: de que maneira a detenção de um chefe de Estado por uma potência estrangeira estabelece um novo precedente de intervenção direta na América Latina? Quem pode ser o próximo alvo de ações extraterritoriais sob o pretexto de segurança ou combate ao narcotráfico? Além disso, a recente atuação dos EUA no Irã pode, de alguma forma, servir para desviar a atenção da crise venezuelana e relegá-la ao esquecimento?
Para discutir o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho conversam com Carolina Pedroso, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e autora da tese de doutorado "Entre o bolivarianismo e a adesão à hegemonia: a relação de Venezuela e Estados Unidos durante o chavismo"; e Victor de Oliveira, professor da pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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