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Alckmin defende ajuste fiscal com foco em justiça social e combate a privilégios

Vice-presidente afirma que medidas fiscais devem priorizar tributação dos mais ricos e proteção aos trabalhadores de menor renda

13/04/2026
Alckmin defende ajuste fiscal com foco em justiça social e combate a privilégios
- Foto: Reprodução

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin , afirmou nesta segunda-feira (13) que o ajuste fiscal é necessário, mas precisa ser realizado com justiça social , combatendo privilégios e tributando as camadas mais altas da sociedade. “Sempre que focarmos em alguma medida de natureza fiscal, devemos fazê-lo com justiça social”, declarou os jornalistas após encontro com líderes sindicais na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Durante palestra aos sindicalistas, Alckmin destacou os supersalários no funcionalismo público e os déficits nas aposentadorias dos servidores, ressaltando que a conta acaba recuando sobre os trabalhadores de menor renda por meio de impostos elevados sobre bens de consumo.

“Quando ele compra bicicleta para o filho, 40% é imposto. Põe gasolina, 35% é imposto. Comprar um carro, 36% é imposto. É tudo imposto. Então, ele paga os altos níveis de esforço”, explicou Alckmin. “Temos que fortalecer a autoridade”, acrescentou o vice-presidente, elogiando decisões do ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal (STF), contra pagamentos de “penduricalhos” — verbas indenizatórias que elevam a negociação de agentes públicos acima do teto constitucional.

Alckmin classificou como “política pública corretíssima” a tributação sobre alta renda para financiar a isenção do imposto de renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil, destacando o compromisso do governo com a justiça social sem ampliar o déficit das contas públicas.

O vice-presidente também lembrou que o salário mínimo, ao qual está vinculado o piso das retiradas, voltou a ter ganho real, sendo corrigido acima da inflação durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

"Temos que ajuste fazer fiscal. Óbvio, tem que fazer, não pode ter déficit. Mas tem que fazer ajuste lá em cima, combatendo privilégio e desperdício", reforçou Alckmin.

Sobre o combate à corrupção, Alckmin parabenizou o trabalho da Polícia Federal no caso do Banco Master. “Precisamos desmantelar essas estruturas que são montadas para tirar dinheiro”, afirmou.