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Professores do estado de SP encerram greve, mas mantêm mobilização

Categoria decide por fim à paralisação, mas segue pressionando por demandas e agenda de atos em São Paulo

13/04/2026
Professores do estado de SP encerram greve, mas mantêm mobilização
Professores estaduais de São Paulo encerram greve, mas continuam mobilizados por reivindicações.

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram, em assembleia realizada na última sexta-feira (10), encerrar a greve iniciada na quinta-feira (9). Apesar do fim da paralisação, a categoria optou por manter um calendário de mobilizações em todo o estado.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), cerca de 10 mil participantes deliberaram pelo encerramento da greve, que teve adesão média de 40% da rede estadual. O movimento será interrompido por meio de atos, reuniões e ações de mobilização junto à comunidade escolar.

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Para esta terça-feira (14), está prevista uma mobilização a partir das 14h30 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) , onde os professores pretendem acompanhar os debates e impulsionar os parlamentares pela retirada de pauta do PL 1.316, referente à Reforma Administrativa da Educação.

Uma nova assembleia estadual está marcada para o dia 28 de abril, às 15h, também na Alesp, quando serão definidos os próximos passos do movimento.

Demandas

A categoria reajuste salarial, aplicação correta do piso nacional como base da carreira, valorização profissional, melhores condições de trabalho e mudanças em políticas educacionais em curso no estado.

A pauta inclui ainda a retirada de pauta do PL 1.316, que trata da Reforma Administrativa da Educação, e a revogação da Avaliação de Desempenho, considerada injusta pela entidade.

Os professores também solicitam a abertura de novas turmas para o ensino regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno e educação especial inclusiva para atender alunos atípicos e com deficiência.

Outro ponto destacado é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê equiparação salarial dos professores da educação básica aos demais profissionais de nível superior.

A categoria também questiona a chamada “plataformização do ensino”, que se refere à crescente integração de plataformas privadas na rotina escolar e no processo de aprendizagem.