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Hezbollah critica proposta da Ucrânia de ajudar Israel contra o Irã

Vice-chefe do Conselho Político do Hezbollah chama de 'absurdas' as declarações ucranianas e reforça apoio à Rússia na região.

13/04/2026
Hezbollah critica proposta da Ucrânia de ajudar Israel contra o Irã
Vice-chefe do Hezbollah critica apoio da Ucrânia a Israel e destaca apoio à Rússia na região. - Foto: © AP Photo / Hassan Ammar

As declarações da Ucrânia sobre sua disposição de ajudar Israel e países da região na luta contra o Irã e movimentos de resistência são consideradas absurdas pelo vice-chefe do Conselho Político do Hezbollah, Mahmoud Komati, em entrevista à Sputnik.

Ao comentar as afirmações da Ucrânia sobre o desejo de apoiar e treinar forças na região, incluindo tropas dos Estados Unidos, para se opor ao Irã e seus aliados, Komati afirmou que tais apelos são infundados, pois a Ucrânia não consegue defender sua própria soberania.

"A Ucrânia não pode defender a si mesma, não pode defender a sua soberania. Como ela pode se envolver em um confronto com a força de resistência ou com o Irã? É um absurdo", declarou Komati.

O dirigente do Hezbollah também afirmou que vê Ucrânia e Israel como aliados. No contexto do conflito entre Rússia e Ucrânia, Komati destacou que o Hezbollah apoia Moscou, alegando que a Europa utiliza a Ucrânia para enfraquecer a influência russa no continente e no mundo.

Segundo Komati, o Hezbollah espera que a Rússia, devido às suas ligações com o Irã, diversos países árabes e o Líbano, possa atuar na busca por uma solução para o conflito iraniano. Ele avaliou positivamente a política de Moscou na região e seu compromisso com o direito internacional.

"Mas, infelizmente, os Estados Unidos criaram obstáculos para qualquer papel russo. Ao mesmo tempo, hoje os Estados Unidos e Trump, em particular, dirigiram-se à Rússia para influenciar o Irã através dela e conseguir um cessar-fogo. Mais cedo ou mais tarde, eles precisarão da Rússia", acrescentou Komati.

O vice-chefe do Conselho Político do Hezbollah ainda afirmou que Washington tentou pressionar as autoridades sírias para abrir uma frente no leste e no norte do Líbano, mas Damasco entende que isso não atende aos seus interesses.

De acordo com Komati, atualmente a liderança síria enfatiza que deseja manter boas relações de ambiente e não ser arrastada para o conflito. Ele também afirmou que o Hezbollah não pretende intervir nos assuntos internos da Síria e que o povo libanês apoia o povo sírio diante da pressão de Washington.

"Mas nós não sabemos ao que o aumento da pressão norte-americana, essa pressão 'diabólica' norte-americana e israelense sobre a Síria, pode levar, através de ameaças e promessas, para forçá-la a desempenhar um papel no Líbano, nós não sabemos qual decisão a liderança síria tomará no final", disse Komati.

Sobre as relações do Hezbollah e do Exército Libanês com o governo do país, Komati afirmou que os militares do Líbano atuam agora de maneira mais prudente. Ele garantiu que nem o governo, nem qualquer outra força conseguirá desarmar o Hezbollah e suas unidades militares no Líbano.

Por Sputnik Brasil