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Petrobras lidera recomendações para dividendos em abril; Allos, Itaú e Vale seguem na lista
Estatal é destaque entre analistas para quem busca bons proventos; empresas do setor financeiro e de energia também figuram entre as preferidas
A Petrobras desponta como a ação mais recomendada para investidores interessados em dividendos neste mês de abril. Das dez instituições financeiras consultadas pelo Broadcast, oito destacaram os papéis da estatal como principal escolha para quem busca bons proventos. Segundo o Santander, uma das casas que indicaram a petrolífera, a política de dividendos da Petrobras está alinhada aos padrões internacionais do setor.
O banco ressalta ainda que a estatal apresentou resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025 em linha com as expectativas do mercado, com um cash capex de aproximadamente US$ 6,6 bilhões — ligeiramente acima do projetado — e dividendos na ordem de US$ 1,5 bilhão, superando a estimativa consensual de US$ 1,3 bilhão.
Entre os fatores que impulsionaram o desempenho da Petrobras, o Santander aponta preços do petróleo acima do esperado, reajustes consistentes nos combustíveis e produção superior ao previsto.
Na segunda posição, empatam as ações da Allos, Itaú e Vale, cada uma com cinco indicações. A Ativa Investimentos justifica a escolha da Allos pelo portfólio sólido e dividendos recorrentes, estimando um yield próximo de 11% para 2026 e um patamar normalizado de cerca de 8% ao ano.
De acordo com a Ágora Investimentos, que também aposta na Allos, a tese está fundamentada na nova política de dividendos da companhia, que prevê pagamentos mensais de R$ 0,28 a R$ 0,30 por ação em 2026.
"A política é sustentável até 2028, apoiada por R$ 2,1 bilhões em reservas, alavancagem controlada (1,7x Dívida Líquida/Ebitda) e disciplina de capex", explica a Ágora. A corretora acrescenta que "os fluxos de projetos multiuso contratados reforçam a visibilidade de caixa. A partir de 2029, a continuidade exigiria recomposição de cerca de R$ 500 milhões. O elevado yield passa a atuar como principal âncora de valuation".
No terceiro lugar do ranking, aparecem Axia Energia, Copel e Itaúsa, cada uma com quatro recomendações.
Na sequência, com três indicações cada, estão BB Seguridade, Bradesco, Bradespar, Copasa, Isa Energia e Telefônica Brasil. Já Caixa Seguridade, Cemig, CPFL Energia, Cury e Taesa figuram na quinta posição, com duas recomendações cada.
A Daycoval Corretora optou por manter sua carteira de março para abril, justificando que os ativos escolhidos combinam alta distribuição de dividendos, resiliência operacional e elevado potencial de geração futura de caixa.
Sobre o cenário internacional, a corretora destacou que o conflito no Oriente Médio trouxe volatilidade ao mercado de ações em março, evidenciando a importância de uma gestão ativa e criteriosa, com atenção redobrada ao desenrolar do conflito, à política monetária, aos preços dos combustíveis e ao desempenho setorial nos próximos meses.
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