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Secretário da Receita defende combate ao pilar financeiro do crime organizado

Parceria inédita entre Brasil e EUA visa reforçar o enfrentamento ao tráfico de armas e drogas

10/04/2026
Secretário da Receita defende combate ao pilar financeiro do crime organizado
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou nesta sexta-feira (10) o início da alimentação de um sistema com informações sobre armas e drogas que entram no Brasil provenientes dos Estados Unidos. A medida faz parte de uma nova parceria entre os governos brasileiro e norte-americano para intensificar o combate ao crime organizado.

Barreirinhas destacou a importância de atacar o pilar financeiro das organizações criminosas e ressaltou o aumento das apreensões de armas recebidas dos EUA. “Nos últimos 12 meses, a Receita apreendeu mais de meia tonelada de armas e, apenas nos três primeiros meses de 2026, foram 1,5 tonelada de drogas”, revelou.

O secretário também informou que estão em andamento negociações para firmar parcerias semelhantes com outros países, além de esperar que as condenações de envolvidos no envio de armas para o Brasil aumentem. “Este é um projeto-piloto com o governo dos Estados Unidos, mas já temos ações em andamento com outras nações e as novidades virão em breve”, afirmou Barreirinhas. "No mês passado, relatamos a reportagens de um indivíduo na Flórida que planejava enviar peças de fuzil para o Brasil. Esperamos que esse tipo de ação se amplie", completou.

Primeiro

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a parceria entre as aduanas brasileiras e norte-americanas como um passo relevante no enfrentamento ao crime organizado. “Estamos adotando medidas executivas e concretas para manter o Brasil e os Estados Unidos mais seguros, com inteligência e combate ao crime organizado”, ressaltou Durigan.

O ministro explicou que haverá compartilhamento de informações entre os dois países para combater o tráfico de armas e drogas, além de uma atuação conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal.

“Se a prevenção não for suficiente para impedir a entrada de armas, drogas e equipamentos vindos dos Estados Unidos, dentro do programa Desarma — uma parceria entre Receita e Polícia Federal —, haverá uma notificação do Brasil às autoridades norte-americanas”, explicou Durigan.

Durigan reforçou ainda que o combate ao crime organizado é uma prioridade do governo brasileiro. “É fundamental que todo o governo, e não apenas a Polícia Federal e a Receita Federal, esteja bem preparado para enfrentar esse desafio. É uma grande determinação do presidente”, concluiu.