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Kremlin afirma que paz duradoura na Ucrânia depende de decisão de Zelenski

Porta-voz russo diz que acordo de longo prazo pode ser alcançado se Ucrânia agir durante trégua de Páscoa

10/04/2026
Kremlin afirma que paz duradoura na Ucrânia depende de decisão de Zelenski
- Foto: Reprodução

O Kremlin declarou nesta quinta-feira (11) que uma paz de longo prazo na Ucrânia “pode começar hoje”, desde que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, tome “as decisões pertinentes”. O posicionamento foi divulgado pela porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, em coletiva compartilhada pelo pool de imprensa do Kremlin, organizado pela agência RIA Novosti.

Peskov reforçou que a Rússia não busca apenas um cessar-fogo temporário, mas sim um acordo amplo e duradouro. “Como já dissemos repetidamente, e como o presidente Vladimir Putin afirmou, não queremos um cessar-fogo, mas sim uma paz e sustentabilidade”, destacou o porta-voz.

César-fogo

O anúncio ocorre após Vladimir Putin decretar uma trégua por ocasião da Páscoa Ortodoxa, válida das 16h de 11 de abril até o fim de 12 de abril (horário local). Peskov ressaltou que a medida tem caráter “exclusivamente humanitário”, devido ao significado religioso dos dados para russos e ucranianos. “A Páscoa é um feriado sagrado para o nosso país, assim como para a Ucrânia e o povo ucraniano. Portanto, trata-se de uma iniciativa de natureza puramente humanitária”, explicou.

O porta-voz também comentou a ocorrência de Zelenski, que afirmou que Kiev seguirá o exemplo de Moscou na trégua. Apesar disso, Peskov expressou ceticismo, citando episódios anteriores em que iniciativas semelhantes foram descumpridas, segundo Moscou. Ele reiterou que uma solução rigorosa para o conflito depende de decisões políticas da liderança ucraniana. “Uma paz de longo prazo pode começar hoje, se Zelenski tomar as decisões feitas”, reforçou.

Na frente diplomática, Peskov confirmou a viagem de Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo para investimentos e cooperação econômica, aos Estados Unidos. Contudo, enfatizou que Dmitriev "não conduz negociações sobre a resolução do conflito na Ucrânia" e que a visita "não constitui uma retomada das negociações", mantendo-se restrita à agenda econômica e à retomada da cooperação bilateral com os americanos nesse campo.