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Paquistão reforça segurança para negociações entre Irã e EUA em Islamabad
Cerca de 10 mil agentes foram mobilizados e área central da capital foi isolada para encontro diplomático
O Paquistão adotou medidas de segurança sem precedentes , conforme noticiou o jornal Dawn nesta sexta-feira (10). Aproximadamente 10 mil policiais e militares foram mobilizados, feriados locais foram decretados e o Artigo 144 proibiu aglomerações públicas.
A chamada Zona Vermelha, onde se concentram embaixadas e prédios governamentais, era completamente isolada. O Hotel Serena, reservado para as delegações, teve seu acesso bloqueado pelo Exército em um raio de 3 km.
O clima é de tensão crescente. Na véspera das negociações, Donald Trump acusou o Irã de restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã alega que os EUA permitiram que Israel mantenha bombardeios no Líbano mesmo após o cessar-fogo.
O ponto central do impasse: os EUA afirmam que o Líbano não faz parte do acordo. Já o Irã — e o próprio Paquistão — insiste que faz.
Segundo a imprensa, as negociações deste sábado (11) deverão ocorrer em formato misto, com diálogo direto entre as delegações e mediação paralela por representantes do Paquistão.
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