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Mojtaba Khamenei afirma que Irã não busca guerra e anuncia nova postura no Estreito de Ormuz
Líder supremo reforça defesa dos direitos iranianos, promete exigir reparações dos EUA e de Israel e sinaliza mudanças estratégicas em Ormuz.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou nesta quinta-feira, 9, que o país não busca guerra, mas não abrirá mão de seus "direitos legítimos". A afirmação foi feita em mensagem divulgada em meio ao aumento das extensões no Oriente Médio.
Khamenei reiterou que o Irã exigiu indenização dos Estados Unidos e de Israel pelos danos causados ao território iraniano durante os recentes confrontos. “Certamente cobraremos as peças de cada prejuízo e o sangue dos nossos mártires”, afirmou, referindo-se também à indenização de feridos e vítimas dos conflitos.
O aiatolá sinalizou ainda uma postura mais assertiva em relação ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo. “A gestão do Estreito levará uma nova fase”, declarou, sem detalhar quais medidas serão adotadas, indicando possíveis mudanças no controle ou monitoramento da passagem estratégica.
No cenário interno, Khamenei destacou o papel de mobilização popular como instrumento de pressão nas negociações internacionais. Segundo ele, a presença contínua de cidadãos nas ruas, mesquitas e espaços públicos tem impacto direto sobre o processo diplomático. “Os gritos do povo nas ruas são eficazes nos resultados das negociações”, disse, ressaltando que a participação popular fortalece a posição do Irã tanto nas mesas de diálogo quanto em eventuais confrontos.
O líder supremo também enviou mensagens aos países vizinhos, especialmente ao Golfo Pérsico, alertando que essas nações devem escolher "o lado correto". Khamenei afirmou que Teerã ainda aguarda resposta considerada adequada desses governos para demonstrar "boa vontade e fraternidade", criticando a influência de potências externas e alertando que aliados dos EUA podem ser alvo de exploração e pressão.
Por fim, Khamenei indicou que, mesmo diante de uma possível redução das hostilidades militares, a mobilização popular deve continuar, reforçando que a pressão interna é vista como elemento central da estratégia iraniana.
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