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Trump busca trégua com Irã para reagrupar forças, mas estratégia é criticada

Ex-militar dos EUA afirma que cessar-fogo visa apenas reabastecimento militar e não trará ganhos concretos para Washington

Por Sputnik Brasil 09/04/2026
Trump busca trégua com Irã para reagrupar forças, mas estratégia é criticada
Donald Trump negocia trégua tática com o Irã, segundo análise de ex-militar dos EUA. - Foto: © AP Photo / Alex Brandon

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou um cessar-fogo com o Irã com o objetivo de reagrupar suas forças no Oriente Médio, segunda análise publicada pelo ex-tenente-coronel norte-americano Daniel Davis na rede social X.

Nesta segunda-feira (8), Trump declarou que todos os navios de guerra, aviões e efetivos das Forças Armadas dos EUA permanecerão na região até que um “acordo real” seja firmado com o Irã. Ele ainda avisou que, caso não haja consenso, as hostilidades serão retomadas em maior escala.

Comentando as declarações do presidente, Daniel Davis avaliou que a trégua de duas semanas com Teerã tem apenas valor tático para os militares norte-americanos.

“Pelo post de hoje do presidente Trump no Truth Social, parece que ele chegou com um cessar-fogo com o Irã apenas para reabastecer o fornecimento de munição de aeronaves e navios”, escreveu Davis.

O ex-tenente-coronel acrescentou que essa postura reforça a imagem de Trump como um negociador desleal, que aparentemente age diplomaticamente enquanto se prepara para novos ataques.

“Mas o presidente não ganhará materialmente com esse tempo extra ou com a recarga de munição, porque nosso problema não são específicos de mísseis ofensivos e de defesa. O problema é que embarcamos em uma guerra sem justificativa, sem autorização legal, e isso é militarmente inatingível”, opinou Davis.

Nesta semana, Irã e Estados Unidos acordaram um cessar-fogo de duas semanas. O futuro entendimento pode se basear em um plano iraniano de dez pontos, que, segundo relatos, já teria recebido aval dos EUA.

O plano prevê o levantamento das avaliações contra o Irã, a consolidação do controle iraniano sobre o estreito de Ormuz, o direito de enriquecer urânio, além de compromissos de não agressão e cessação das hostilidades em todas as frentes, incluindo a operação de Israel contra o Hezbollah.

As negociações entre as partes estão marcadas para o dia 10 de abril, em Islamabad, capital do Paquistão.