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Galípolo nega contato com Moraes sobre Banco Master e isenta Campos Neto
Presidente do Banco Central afirma que conduziu caso Master de forma técnica e desmente ligações com ministro do STF.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (8), em depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado, que jamais telefonou ou recebeu ligações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Galípolo relatou que recebeu orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conduzir de maneira "técnica" o processo relacionado ao Banco Master. A declaração foi feita ao detalhar uma reunião realizada em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto.
Segundo o presidente do BC, o convite para o encontro partiu do chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro. Estiveram presentes, além de Galípolo, o presidente Lula; o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro; o ex-sócio Augusto Lima; o ex-ministro Guido Mantega; e os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira.
Durante a reunião, Vorcaro alegou que o Banco Master estaria sendo alvo de "perseguição" por parte de instituições financeiras de maior porte.
Galípolo negou ter se reunido com Moraes para tratar de assuntos ligados ao Banco Master. Segundo ele, os encontros com o ministro do STF se limitaram a discussões sobre a aplicação da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos.
O presidente do Banco Central afirmou manter uma relação "cordial" com Moraes e rechaçou especulações sobre suposto conflito entre ambos. As declarações reforçam a versão já apresentada pelo ministro, que divulgou nota afirmando que as reuniões trataram exclusivamente da Lei Magnitsky.
Galípolo também desmentiu informações de que teria recebido ao menos seis ligações do ministro, reiterando que não houve qualquer contato telefônico entre eles.
Durante a sessão, a CPI aprovou a quebra de sigilo de documentos relacionados ao caso do Banco Master, antes classificados como sigilosos pelo Banco Central por oito anos.
Ao final do depoimento, Galípolo isentou seu antecessor, Roberto Campos Neto, de qualquer responsabilidade no caso envolvendo o Banco Master.
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