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Casa Branca nega plano iraniano e afirma que o estreito de Ormuz permanece aberto
Porta-voz dos EUA desmente informações sobre fechamento de Ormuz e destaca mudanças nas propostas do Irã após ultimato de Trump.
Em coletiva realizada nesta quarta-feira (8), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou as demandas iranianas divulgadas pela mídia internacional, classificando-as como falsas.
Segundo Leavitt, o Irã apresentou um plano "mais razoável" e "totalmente diferente" daquele noticiado anteriormente, poucas horas antes do fim do ultimato imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Os iranianos apresentaram inicialmente um plano de dez pontos que era fundamentalmente leviano, inaceitável e completamente descartado", afirmou a secretária.
A porta-voz também desmentiu reportagens sobre o fechamento do estreito de Ormuz devido a ataques de Israel ao Líbano, ressaltando que, na verdade, "houve aumento de tráfego" na região nesta quarta-feira. Leavitt esclareceu ainda que o Líbano não integra o cessar-fogo anunciado e que essa posição foi comunicada a todas as partes envolvidas.
Mais cedo, Tel Aviv realizou seu maior ataque ao Líbano, incluindo a capital Beirute, desde o início do conflito. Em resposta, Teerã ameaçou novamente fechar Ormuz, interrompendo o trânsito de petroleiros. O governo do Paquistão, que atua como mediador, havia informado que o acordo previa o fim das ofensivas militares no Líbano.
Durante a coletiva, Leavitt reiterou que as exigências iranianas para o cessar-fogo não procedem. "Os iranianos apresentaram inicialmente um plano de dez pontos que era fundamentalmente leviano, inaceitável e completamente descartado", repetiu. De acordo com ela, nas horas finais do ultimato de Trump, o Irã apresentou uma proposta "mais razoável" e "totalmente diferente" da divulgada pela imprensa.
Um dos pontos destacados por Leavitt foi a recusa dos Estados Unidos em permitir que o Irã continue com o enriquecimento de urânio. Embora não tenha detalhado esse aspecto, a secretária informou que o Irã deverá "entregar seu urânio enriquecido".
Outro destaque da coletiva foi a confirmação de que a delegação norte-americana que se reunirá com representantes iranianos em Islamabad, no sábado (11), será liderada pelo vice-presidente J. D. Vance. "Ele é o braço direito do presidente, esteve envolvido em todas essas discussões e, como acabei de anunciar, liderará esta nova fase de negociações", disse Leavitt.
J. D. Vance, que tem evitado comentar publicamente sobre o conflito com o Irã, será acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro de Donald Trump, ambos responsáveis por negociações anteriores em que os EUA se retiraram para atacar o Irã de surpresa.
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