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Bolsas europeias disparam após cessar-fogo entre EUA e Irã

Principais índices da Europa registram fortes altas após anúncio de trégua mediada pelo Paquistão e reabertura do Estreito de Ormuz.

08/04/2026
Bolsas europeias disparam após cessar-fogo entre EUA e Irã
Bolsas europeias disparam após cessar-fogo entre EUA e Irã - Foto: Reprodução

As bolsas europeias encerraram o pregão desta quarta-feira em forte alta, impulsionadas pelo anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. O acordo, mediado pelo Paquistão, prevê ainda a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz por Teerã.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 2,51%, fechando aos 10.608,88 pontos. O DAX de Frankfurt subiu 4,74%, atingindo 24.007,18 pontos, enquanto o CAC 40 de Paris teve alta de 4,49%, a 8.263,87 pontos. Em Milão, o FTSE MIB registrou avanço de 3,70%, para 47.091,55 pontos. Já em Madri, o Ibex 35 subiu 3,90%, a 18.125,35 pontos, e o PSI 20 de Lisboa ganhou 0,89%, a 9.450,19 pontos. As cotações são preliminares.

A trégua entre Washington e Teerã foi anunciada na terça-feira, poucas horas antes do prazo imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o estreito fosse reaberto. Caso contrário, Trump ameaçava "exterminar uma civilização inteira". Negociações entre os dois países estão previstas para sexta-feira, em Islamabad, enquanto o Irã pressiona por um cessar-fogo também no Líbano.

Entre os destaques, a mineradora Anglo American subiu 6,30%, acompanhando a valorização dos metais. O setor aéreo também reagiu positivamente, com Air France-KLM (+12,18%) e International Consolidated Airlines Group (+8,77%), que inclui a British Airways, beneficiadas pela forte queda do petróleo.

No setor de tecnologia do Stoxx 600, a valorização foi de 5,70%, com ASML (+7,47%) e SAP (+2,42%) registrando ganhos expressivos. Por outro lado, as petrolíferas sofreram com a queda das cotações do petróleo: Shell caiu cerca de 5%, BP recuou 6,06% e TotalEnergies teve baixa de 3,42%. O subíndice de energia do Stoxx 600 recuou 3,51%.

No campo macroeconômico, as vendas no varejo da zona do euro caíram em fevereiro em relação a janeiro, contrariando previsões de estabilidade. Na Alemanha, as encomendas à indústria subiram conforme esperado pelos analistas.