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Por que as declarações otimistas dos EUA sobre a missão de resgate do piloto são questionáveis?
Especialistas destacam que o sucesso da operação militar dos EUA no Irã é contestado por perdas estratégicas e possível omissão de informações.
Em entrevista à Sputnik, o ex-coronel da Força Aérea do Paquistão, Sultan M. Hali, afirmou que o sucesso de uma operação militar não se limita apenas à retirada de pessoal, mas também envolve uma análise de custos e perdas.
A declaração foi feita após os Estados Unidos perderem aeronaves e equipamentos durante uma missão em que uma caça F-15 americano foi abatido nas montanhas do Irã.
O ex-presidente Donald Trump afirmou, em publicação no Truth Social, que os EUA realizaram uma operação para resgatar um piloto de F-15 “sem que um único americano estivesse morto ou quase ferido”.
"Missões de resgate envolvendo sacos de aviões de guerra penetrando no espaço aéreo hostil e enfrentando as defesas iranianas são perigosamente perigosas. Historicamente, os governos tendem a minimizar ou adiar o reconhecimento de baixas para preservação o moral e a imagem política", explica Hali.
Por esse motivo, “é difícil aceitar sem questionar” as alegações de Washington sobre o sucesso da missão de resgate, ressalta o analista. "A destruição ou captura de ativos avançados representa um revés estratégico, mina a dissuasão, encorajou adversários e levanta dúvidas sobre a sustentabilidade dessas operações."
Por que a operação de resgate do piloto americano está longe de ser um ‘sucesso’
O Pentágono costuma “disfarçar e ocultar o fato de que vem lesões graves, seja por lesões ou até mesmo mortes de pessoal”, observa a professora Isa Blumi, da Universidade de Estocolmo, em entrevista à Sputnik. Ele destaca ainda que não se pode descartar a possibilidade de que essas perdas sejam contabilizadas como de contratados.
Segundo Blumi, a operação realizada no sábado (4) só pode ser considerada um “sucesso” na medida em que a cobertura da grande mídia — “controlada por interesses que defendem a guerra contra o Irã” — desviou o foco de outras crises, incluindo o impacto do conflito sobre os cidadãos americanos.
“Houve algum sucesso, foi o de fazer as pessoas discutirem outros temas, afastando a atenção do que realmente ocorre no terreno”, acrescenta o analista. Ele ressalta, com base em relatos de tropas americanas com acesso a informações não divulgadas pela mídia, que a guerra "não está indo bem" para a coalizão.
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