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Petróleo encerra a semana estável, mas acumula alta de 5% com tensões entre EUA e Irã
Cotações do WTI e Brent sobem após sinais de possível ataque dos Estados Unidos ao Irã e decisões econômicas nos EUA.
O petróleo fechou próximo da estabilidade nesta sexta-feira, 20, mas acumulou ganhos expressivos na semana, impulsionado pelas crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã diante do impasse nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Investidores também monitoraram, ao longo do dia, a divulgação de indicadores econômicos nos EUA e a decisão da Suprema Corte norte-americana de reverter algumas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
No pregão da New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril registrou leve alta de 0,12% (US$ 0,08), fechando a US$ 66,48 o barril.
Já o Brent para maio avançou 0,04% (US$ 0,03), encerrando a US$ 71,30 o barril na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na semana, WTI e Brent acumularam ganhos de 5,71% e 5,24%, respectivamente.
O movimento de alta foi alimentado pela expectativa de uma possível ação militar dos EUA contra Teerã. Embora não haja anúncio oficial, sinais vindos da Casa Branca e do Pentágono indicam que o governo norte-americano prepara o terreno político e estratégico para uma resposta rápida.
Questionado nesta sexta-feira por jornalistas se cogita um ataque para pressionar o Irã a firmar um acordo, Trump afirmou: "Acho que posso dizer que estou considerando isso". Segundo fontes do Wall Street Journal, uma eventual ofensiva, se autorizada, poderia ocorrer em poucos dias e teria como alvo instalações militares ou governamentais iranianas.
De acordo com a consultoria Capital Economics, a escalada das tensões fez o preço do petróleo incorporar um prêmio de risco estimado entre US$ 7 e US$ 10 por barril. A consultoria alerta que interrupções mais severas na oferta do que as vistas na "Guerra de 12 dias" podem levar o barril a se aproximar de US$ 100.
Além do cenário geopolítico, o mercado acompanhou dados divergentes sobre inflação, Produto Interno Bruto (PIB), índices de gerentes de compras (PMIs), sentimento econômico e moradias nos Estados Unidos. Esses múltiplos fatores, aliados à decisão da Suprema Corte, mantiveram a volatilidade das cotações ao longo do dia.
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