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Trump adia votação sobre sanções mais rígidas ao setor de energia da Rússia

Democratas pressionam por medidas econômicas mais duras contra Moscou, mas hesitação do ex-presidente posterga decisão no Senado.

17/02/2026
Trump adia votação sobre sanções mais rígidas ao setor de energia da Rússia
Trump adia votação no Senado sobre sanções ao setor de energia russo, ampliando tensão internacional. - Foto: © Sputnik / Aleksei Maishev

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar a votação de um projeto de lei que prevê o endurecimento das sanções ao setor de energia da Rússia, conforme revelou o portal Semafor nesta terça-feira (17), citando senadores do Partido Democrata.

De acordo com a reportagem, parlamentares americanos defendem o aumento da pressão econômica sobre Moscou em meio à retomada das negociações entre Rússia e Ucrânia, realizadas em Genebra. No entanto, a indecisão de Trump tem atrasado o processo de votação no Congresso.

"Estamos esperando um sinal verde, e ele tem vacilado tanto que qualquer um que o observa fica com torcicolo", ironizou o senador Richard Blumenthal, em declaração ao Semafor.

O senador acrescentou que as atuais sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia já impactaram significativamente a indústria petrolífera russa, mas avaliou que é necessário ampliar a pressão. Segundo Blumenthal, o líder da maioria republicana no Senado, John Thune, havia se comprometido anteriormente a pautar o projeto antes do encerramento da atual sessão legislativa.

O também democrata Sheldon Whitehouse destacou que Washington tem avançado no combate à chamada "frota sombra" de petroleiros, utilizada para burlar sanções internacionais. Ele citou recentes apreensões de embarcações pelos EUA nas proximidades da Venezuela como demonstração da disposição militar para novas operações.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou anteriormente que o enfraquecimento da Rússia faz parte de uma estratégia de longo prazo do Ocidente, e que as sanções já provocaram forte impacto na economia global. Em contrapartida, autoridades ocidentais têm manifestado dúvidas quanto à efetividade dessas medidas.

Por Sputnik Brasil