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Canadá lança estratégia para reduzir dependência dos EUA e ampliar produção doméstica de defesa
Plano prevê investimentos bilionários, criação de empregos e fortalecimento da autonomia estratégica canadense
O governo do Canadá apresentou nesta terça-feira sua primeira Estratégia Industrial de Defesa, com o objetivo de reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros — especialmente dos Estados Unidos — e impulsionar a produção nacional do setor. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Mark Carney, que prometeu mais de meio trilhão de dólares canadenses em investimentos ao longo da próxima década, em meio ao atual cenário de instabilidade global.
De acordo com o governo de Ottawa, o plano prioriza fornecedores e materiais canadenses, além de acelerar as compras militares e fortalecer a autonomia estratégica do país. “O trabalho de defender o Canadá é o trabalho de construir o Canadá”, destacou Carney. “Nossa nova Estratégia Industrial de Defesa garante que o Canadá continue sendo uma nação soberana, no controle do seu próprio destino.”
A iniciativa prevê aproveitar cerca de US$ 180 bilhões em oportunidades de compras militares e US$ 290 bilhões em investimentos de capital em defesa nos próximos dez anos, com impacto econômico estimado em US$ 125 bilhões até 2035. O governo estima a criação de até 125 mil empregos, aumento de 50% nas exportações do setor e destinação de 70% das aquisições de defesa a empresas nacionais.
Um dos pilares do plano é a criação da Agência de Investimento em Defesa (DIA), que terá a missão de simplificar processos e reduzir a burocracia nas aquisições militares. A estratégia inclui ainda US$ 4 bilhões, por meio do banco de desenvolvimento, para financiar empresas do setor, US$ 656,9 milhões para tecnologias de uso dual (civil e militar) e a implantação de um polo de inovação em drones.
O ministro da Defesa, David McGuinty, ressaltou a necessidade de garantir “acesso seguro, oportuno e confiável” a capacidades militares. O plano também reforça a meta de elevar os gastos com defesa a 2% do PIB ainda neste ano fiscal e a 5% até 2035.
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